• 17 de julho de 2026
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PRESA EM FLAGRANTE

Delegado detalha investigação que levou à prisão de babá suspeita de torturar bebê em Gaúcha do Norte

Perícia descartou versão apresentada pela investigada e apontou que as lesões foram causadas por ação contundente na cabeça da criança
Foto: Reprodução

O delegado Gabriel Conrado revelou novos detalhes da investigação que resultou na prisão em flagrante da babá de 23 anos suspeita de torturar uma bebê de apenas cinco meses, em Gaúcha do Norte. Segundo ele, a rápida atuação da Polícia Civil, aliada ao trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), foi fundamental para esclarecer o caso e reunir os elementos que embasaram a autuação pelo crime de tortura.

De acordo com o delegado, o caso começou a ser apurado após a mãe da criança perceber diversas lesões no rosto da filha ao ir à residência da babá para amamentá-la. A bebê foi levada imediatamente ao Hospital Municipal de Gaúcha do Norte, onde os médicos descartaram a possibilidade de uma queda acidental, diante da quantidade de ferimentos.

No dia seguinte, a Polícia Civil iniciou as diligências e localizou a investigada. Em depoimento, ela negou as agressões e alegou que as lesões poderiam ter sido provocadas pelo cinto de segurança do carrinho de bebê.

Conforme Gabriel Conrado, essa versão foi descartada após um novo exame de corpo de delito realizado pela Politec, em Primavera do Leste.

“O exame mostrou que não havia lesões típicas provocadas por cintos de segurança. O que os peritos encontraram foram várias lesões na região do crânio causadas por ação contundente”, afirmou o delegado.

Outro ponto destacado pelo delegado é que as investigações comprovaram que, no momento em que a criança sofreu as agressões, ela estava apenas com a babá. Além disso, moradores próximos relataram aos policiais terem ouvido o choro intenso da bebê durante a tarde em que os fatos ocorreram.

Com base nos laudos periciais, nos depoimentos e nas demais provas reunidas, a Polícia Civil lavrou o auto de prisão em flagrante pelo crime de tortura contra criança, previsto na Lei nº 9.455/1997.

Segundo Gabriel Conrado, os elementos colhidos ao longo da investigação demonstram fortes indícios de autoria e materialidade. A suspeita permanece presa, à disposição da Justiça, e passará por audiência de custódia.

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