Empresário é preso em operação contra estupro de vulnerável e exploração sexual infantil em Sorriso
Operação Puer Defensus cumpriu prisão preventiva, buscas e apreensões; esposa do investigado também é alvo da investigação Foto: Reprodução
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15), a Operação Puer Defensus e prendeu preventivamente um empresário de 42 anos, em Sorriso, investigado pelos crimes de estupro de vulnerável e produção, divulgação e armazenamento de material contendo exploração sexual infantojuvenil. A esposa dele, de 45 anos, também é investigada por possível participação nos fatos e foi alvo de medidas cautelares determinadas pela Justiça.
A prisão preventiva foi cumprida por equipes da Delegacia de Sorriso. Já a mulher teve o sigilo telefônico quebrado e aparelhos eletrônicos apreendidos para análise pericial.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam armas de fogo, munições, celulares, computadores, mídias de armazenamento, um chip do sistema de câmeras de segurança, fitas VHS e outros materiais que serão periciados no decorrer da investigação.

A apuração teve início após a prisão de uma mulher suspeita de aliciar menores de idade e fornecer material audiovisual com exploração sexual infantil. A extração de dados do celular da investigada, aliada à confissão prestada por ela, permitiu aos policiais identificar o casal como alvo da operação.
Segundo a Polícia Civil, as diligências reuniram elementos que apontam para a existência de vídeos e fotografias envolvendo vítimas menores de idade e o empresário investigado. As provas embasaram o pedido de prisão preventiva e os mandados de busca e apreensão autorizados pelo Poder Judiciário.
A operação mobilizou duas equipes da Delegacia de Sorriso, com oito policiais civis e duas viaturas. A ação também contou com o apoio da Secretaria Municipal de Segurança Pública, que utilizou um drone para monitorar o perímetro e reforçar a segurança durante o cumprimento das ordens judiciais.
As investigações seguem sob sigilo, em razão da natureza dos crimes e para preservar a identidade das vítimas, que são menores de idade. A Polícia Civil continua apurando o caso para esclarecer todos os fatos, identificar possíveis coautores e responsabilizar criminalmente os envolvidos.





