Cinco sinais indicam que o solo pode estar perdendo produtividade nas propriedades rurais
Compactação, aumento de pragas, dificuldade de infiltração de água e queda no rendimento das lavouras estão entre os principais alertas observados no campo Foto: Assessoria
Com a área cultivada de grãos no Brasil alcançando 81,6 milhões de hectares na safra de 2025, segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cresce a preocupação dos produtores rurais com a manutenção da produtividade das lavouras. Especialistas alertam que a perda da capacidade produtiva do solo pode ocorrer de forma gradual e silenciosa, comprometendo os resultados das safras e elevando os custos de produção.
De acordo com Luis Schiavo, CEO da Naval Fertilizantes, empresa especializada em produtos biológicos, nutrição e tecnologia de aplicação agrícola, a observação constante das condições do solo é fundamental para identificar problemas antes que eles provoquem prejuízos significativos.
Segundo o especialista, um dos principais sinais de alerta é a queda recorrente na produtividade das culturas. Quando a lavoura apresenta redução no rendimento mesmo em condições climáticas favoráveis e com uso de sementes de qualidade, o problema pode estar relacionado à deficiência nutricional ou ao desequilíbrio biológico do solo.
Outro indicativo importante é a dificuldade no desenvolvimento das plantas. Crescimento lento, folhas amareladas, desuniformidade na lavoura e porte reduzido podem apontar para a falta de nutrientes essenciais, como nitrogênio, fósforo e potássio, além da redução da atividade microbiológica responsável pelo equilíbrio do ambiente produtivo.
A compactação do solo também está entre os fatores que mais prejudicam a produtividade. Áreas compactadas apresentam dificuldade na infiltração de água, maior suscetibilidade à erosão e limitação do crescimento das raízes, reduzindo o acesso das plantas à água e aos nutrientes disponíveis.
O aumento da incidência de pragas e doenças é outro reflexo do desequilíbrio do solo. Plantas enfraquecidas tendem a ser mais vulneráveis aos ataques, elevando os custos com defensivos e manejo fitossanitário. Segundo Schiavo, a construção de um ambiente biologicamente equilibrado contribui para fortalecer a resistência natural das culturas.
A necessidade crescente de aplicação de corretivos e insumos para manter os mesmos níveis de produtividade também pode indicar desgaste da área cultivada. Nesses casos, o solo passa a apresentar menor eficiência no aproveitamento dos nutrientes fornecidos, exigindo investimentos cada vez maiores para sustentar os resultados.
Especialistas destacam que o manejo adequado da fertilidade, aliado ao monitoramento constante das condições físicas, químicas e biológicas do solo, é fundamental para garantir a sustentabilidade da produção agrícola e preservar o potencial produtivo das propriedades ao longo dos anos.






