• 15 de maio de 2026
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POLÍCIA

Grávida agredida por patroa relata perda parcial da audição após sessão de tortura no Maranhão

Jovem de 19 anos afirma ter perdido cerca de 50% da audição após agressões sofridas dentro da casa da empresária
Foto: Reprodução

A jovem Samara Regina, de 19 anos, afirmou ter perdido cerca de 50% da audição após ser agredida pela patroa no município de Paço do Lumiar, na região metropolitana de São Luís, no Maranhão.

Grávida de seis meses, a vítima relatou nas redes sociais que começou a apresentar dores intensas e zumbidos nos ouvidos após as agressões. Segundo exames preliminares, ela teria sofrido perda parcial da audição nos dois lados.

“Como consequência das coisas que aconteceram, eu estava ouvindo muito baixo. Comecei a sentir muita dor e um barulho muito alto. Às vezes, não consigo escutar a minha própria voz”, relatou a jovem.

O caso ocorreu no dia 17 de abril, dentro da residência da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, onde Samara trabalhava como empregada doméstica.

De acordo com as investigações, a vítima foi acusada pela patroa de ter furtado um anel.

Segundo o relato da jovem, ela foi obrigada a se ajoelhar enquanto sofria agressões físicas. A Polícia Civil apura a participação do policial militar Michael Bruno, apontado como comparsa da empresária durante a sessão de violência.

Conforme a denúncia, o militar teria agredido Samara com coronhadas, enquanto a patroa desferia tapas e ameaças contra a vítima.

A jovem contou ainda que aceitou o trabalho temporário na residência para conseguir dinheiro para comprar o enxoval do bebê.

Durante as agressões, Samara afirmou ter sido arrastada pelos cabelos para dentro da casa. Após o episódio, conseguiu fugir do imóvel e pedir ajuda em uma residência vizinha.

O caso segue sob investigação das autoridades competentes no Maranhão.