• 28 de abril de 2026
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POLÍCIA

Enfermeira é presa em Cuiabá por exercício ilegal da medicina e venda de medicamentos irregulares

Polícia Civil aponta que suspeita mantinha clínica de estética, realizava procedimentos exclusivos de médicos e comercializava produtos sem registro da Anvisa
Foto: Reprodução

Uma enfermeira de 38 anos foi presa preventivamente em Cuiabá, suspeita de exercer ilegalmente a medicina e comercializar medicamentos irregulares em uma clínica de estética localizada no bairro Jardim Europa. A prisão foi cumprida após investigação conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso, que apura uma série de irregularidades sanitárias e crimes contra a saúde pública.

Segundo a polícia, a investigada, identificada como Poliana Rodrigues, é proprietária do estabelecimento e realizava procedimentos considerados privativos de médicos, sem possuir habilitação legal para esse tipo de atuação. Nas redes sociais, ela se apresentava como “doutora” e divulgava procedimentos estéticos invasivos em regiões como rosto, glúteos e seios, atraindo clientes por meio da internet.

De acordo com as investigações, os atendimentos eram pagos antecipadamente via Pix e não havia comprovação de qualificação médica para a execução dos procedimentos ofertados. Entre as práticas identificadas estão aplicação de Plasma Rico em Plaquetas (PRP), ozonioterapia e soroterapia.

Durante diligências no local, os agentes encontraram medicamentos vencidos, produtos de origem estrangeira sem autorização para uso no Brasil e substâncias proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), incluindo toxina botulínica de fabricação sul-coreana. Parte dos materiais estava armazenada de forma inadequada, o que pode comprometer a segurança sanitária dos pacientes.

O caso começou a ser apurado após denúncia encaminhada à Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá, que apontou irregularidades graves nos atendimentos realizados pela clínica. Conforme a Polícia Civil, mesmo após a interdição do estabelecimento, a suspeita teria continuado atuando clandestinamente.

Ainda segundo a investigação, ela é suspeita de retirar equipamentos da clínica durante a noite para seguir atendendo pacientes em outros endereços, inclusive em locais não regularizados, além de tentar abrir uma nova unidade comercial utilizando outro nome.

Além da prisão preventiva, a Justiça determinou medidas cautelares como mandado de busca e apreensão, interdição imediata da clínica, suspensão do CNPJ da empresa, bloqueio das redes sociais da investigada e suspensão do registro profissional junto ao Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (Coren-MT).

A Polícia Civil informou ainda que a suspeita possui antecedente por tráfico de drogas e utilizava tornozeleira eletrônica no momento da prisão.

A defesa da investigada não havia sido localizada até a última atualização do caso. O Conselho Regional de Medicina também foi procurado, mas não se manifestou.

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