• 15 de abril de 2026
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POLÍTICA

Carlos Fávaro inicia giro por Mato Grosso e se coloca na disputa pela reeleição ao Senado

Senador afirma que vai percorrer o Estado para prestar contas do mandato e destaca que concorrência forte fortalece a democracia
Foto: Reprodução

De olho na eleição que se aproxima e ciente de que a disputa pelo Senado em Mato Grosso tende a ser uma das mais acirradas dos últimos anos, o senador Carlos Fávaro (PSD), ex-ministro da Agricultura, já começou a se movimentar politicamente e preparar o terreno para buscar a reeleição. A estratégia, segundo ele, passa por intensificar a presença nos municípios, dialogar com a população e apresentar o balanço dos sete anos de mandato.

Em declaração recente, Fávaro deixou claro que o momento agora é de ir a campo. “Eu estou no momento de começar a andar pelo Estado, prestar conta do meu mandato. Sete anos vão se fazer como senador da República, é uma grande oportunidade”, afirmou, sinalizando que pretende transformar a prestação de contas em uma das principais vitrines da sua pré-campanha.

A fala do senador ocorre em um cenário de forte movimentação política, com a consolidação de nomes que devem entrar na disputa e tornar o pleito altamente competitivo. Fávaro reconhece o nível dos adversários e adota um discurso que valoriza o processo democrático. “Eu fico feliz que temos várias candidaturas, isso fortalece a democracia, gera oportunidade para o eleitor comparar tanto a vida pregressa como também os compromissos e aqueles que sabem cumprir compromissos tendo o mandato eletivo”, disse.

A experiência em eleições anteriores também pesa na leitura do senador sobre o cenário atual. Ele relembrou que já enfrentou disputas com elevado número de candidatos, o que, na avaliação dele, amplia o debate, mas também fragmenta o eleitorado. “Lembrando que as duas vezes que disputei o Senado foram 11 candidaturas cada vez. Tomara que dessa vez não consigamos chegar a 11 também”, comentou.

A trajetória de Fávaro inclui passagens importantes tanto no setor produtivo quanto na política. Antes de chegar ao Senado, foi vice-governador de Mato Grosso e construiu sua base política com forte ligação ao agronegócio. Mais recentemente, ganhou projeção nacional ao assumir o comando do Ministério da Agricultura no governo federal, posição que ampliou sua visibilidade e influência em Brasília.

Agora, fora do ministério e com foco total na política estadual, o senador tenta equilibrar dois movimentos: reforçar a imagem de gestor com trânsito nacional e, ao mesmo tempo, se aproximar do eleitor mato-grossense em uma agenda mais direta, corpo a corpo, típica de campanha.

Nos bastidores, a avaliação é de que a disputa pelo Senado em Mato Grosso deve reunir nomes com peso político, estrutura e recall eleitoral, o que exige estratégia bem definida desde já. Ao optar por iniciar a pré-campanha com um roteiro de prestação de contas, Fávaro tenta ancorar seu discurso na experiência e nos resultados apresentados ao longo do mandato.

O cenário ainda está em formação, mas uma certeza já se desenha: a corrida pelo Senado no Estado não será decidida apenas por estrutura ou alianças, mas também pela capacidade de cada candidato de se conectar com o eleitor e sustentar, na prática, os compromissos assumidos ao longo da vida pública.

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