Mauro Mendes endurece discurso contra Jayme Campos e diz que decisão no União Brasil será no voto
Ex-governador reafirma apoio a Otaviano Pivetta e deixa claro que não haverá definição antecipada: “na convenção vamos disputar voto a voto” Foto: Reprodução
A disputa interna no União Brasil em Mato Grosso ganhou mais um capítulo público — e em tom direto. O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) endureceu o discurso ao comentar a pré-candidatura do senador Jayme Campos (União Brasil) ao governo do Estado e deixou claro que a definição dentro do partido não será construída por acordo, mas sim na convenção, no voto.
Sem margem para interpretação, Mauro foi objetivo ao estabelecer o terreno da disputa. “Respeito o Jayme, mas ele pode ser candidato ao Senado. União Brasil, ele vai ter que esperar então a convenção e na convenção nós vamos disputar voto a voto”, afirmou.
A fala reforça o ambiente de confronto interno já exposto nas últimas semanas e evidencia que o partido caminha para uma decisão formal, sem composição antecipada entre as principais lideranças.
Ao mesmo tempo, Mauro Mendes não apenas delimita o processo como também deixa explícito seu posicionamento político dentro dessa disputa. O ex-governador cravou apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), apontando experiência administrativa e resultados de gestão como diferenciais.
“O meu apoio é para o Otaviano Pivetta, o cara mais preparado, o cara que está há sete anos no governo, foi três vezes prefeito de Lucas do Rio Verde. Olha a qualidade que tem Lucas do Rio Verde, não dá para comparar. Olha a qualidade do que ele pode oferecer para o nosso estado”, declarou.
A escolha das palavras não é aleatória. Ao exaltar a trajetória de Pivetta e usar Lucas do Rio Verde como referência de gestão, Mauro Mendes constrói um argumento político sustentado em resultados, ao mesmo tempo em que sinaliza qual projeto pretende ver à frente do Estado.
Na prática, o recado é claro: não há espaço para definição unilateral dentro do União Brasil. A candidatura ao governo passará obrigatoriamente pelo crivo da convenção partidária, onde cada grupo político terá que demonstrar força e capacidade de articulação.
Com isso, o embate entre Mauro Mendes e Jayme Campos, que já vinha sendo ventilado nos bastidores e em declarações públicas, se consolida como uma disputa aberta dentro da legenda, com caminho definido — e sem atalhos.






