• 25 de março de 2026
#Destaque #Polícia #Política #Primavera do Leste #Redes #Rondonópolis

POLÍTICA

Ananias Martins critica decisão de Moraes sobre Bolsonaro e chama prisão domiciliar com prazo de “teratológica”

Presidente estadual do PL em Mato Grosso afirma que medida não tem respaldo legal e acusa constrangimento psicológico contra o ex-presidente
Foto: Reprodução

A decisão do ministro Alexandre de Moraes de impor prisão domiciliar por 90 dias ao ex-presidente Jair Bolsonaro provocou reação imediata dentro do Partido Liberal em Mato Grosso. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o presidente estadual da sigla, Ananias Martins, adotou um tom contundente e classificou a medida como inédita, ilegal e politicamente direcionada.

Ao comentar a decisão, Ananias afirmou que não há respaldo jurídico para uma prisão com prazo previamente definido. Segundo ele, a medida foge do que está previsto tanto na legislação penal quanto no Código de Processo Penal. “Eu nunca ouvi falar de prisão temporária com data marcada para terminar. Isso não existe nas leis de execuções penais, não existe no nosso código de processo”, disse.

Na avaliação do dirigente partidário, o procedimento correto, caso houvesse descumprimento de regras, seria a revogação da prisão domiciliar — e não a fixação antecipada de um período de cumprimento. Para ele, a decisão abre margem para interpretações que extrapolam o ordenamento jurídico e criam insegurança institucional.

O presidente do PL em Mato Grosso elevou o tom ao classificar a medida como uma forma de pressão psicológica. “É mais um procedimento de constrangimento psicológico contra uma pessoa que já enfrenta dificuldades de saúde. É um terrorismo impor uma pena com data marcada”, declarou, acrescentando que a decisão seria uma “novidade jurídica” e uma “decisão teratológica”.

Ananias também rebateu declarações do senador Lindbergh Farias, que teria minimizado a situação de Bolsonaro ao afirmar que o ex-presidente já possuía tratamento diferenciado no sistema penal. O dirigente do PL contestou a fala e trouxe à tona episódios do passado político recente para questionar a coerência do parlamentar.

“Conheço o Lindbergh desde o movimento estudantil e sei bem como ele se posiciona. Quando era o caso de defender quem ele apoiava, não tratava como regalia. Agora o discurso muda”, afirmou, em referência indireta ao período em que aliados políticos do campo da esquerda enfrentaram condenações judiciais.

A manifestação de Ananias Martins evidencia o aumento da tensão política em torno das decisões judiciais envolvendo Bolsonaro, reforçando a narrativa adotada por lideranças do PL e da direita nacional de que há tratamento diferenciado no Judiciário. Ao mesmo tempo, o episódio reacende o debate sobre os limites das decisões cautelares e o papel do Supremo Tribunal Federal em casos de alta repercussão política.

Nos bastidores, a tendência é de que o tema siga sendo explorado politicamente pelo PL, tanto em Mato Grosso quanto no cenário nacional, especialmente em um momento de reorganização das forças de direita visando as próximas disputas eleitorais.

 

 

Ananias Martins critica decisão de Moraes sobre Bolsonaro e chama prisão domiciliar com prazo de “teratológica”

Dr. João admite dificuldade na montagem de