Foi identificado como Manoel Batista da Silva, de 52 anos, o investigador da Polícia Civil suspeito de ter cometido estupro contra uma mulher dentro de uma delegacia, no município de Sorriso, a 420 quilômetros de Cuiabá. O servidor foi preso preventivamente neste domingo (1º), após representação da própria instituição, com base nos elementos colhidos durante a investigação.
Segundo informações oficiais, a vítima estava detida na unidade policial no momento em que ocorreu a violência. A prisão foi cumprida na residência do investigado, localizada no bairro Jardim Aurora, onde também foram recolhidos pertences funcionais, incluindo arma de fogo e munições.
De acordo com a Polícia Civil, um inquérito policial foi instaurado logo após a denúncia. Com o avanço das apurações e a reunião de indícios, a instituição solicitou a prisão preventiva, que foi deferida pela Justiça. O caso segue sob investigação, com apuração criminal em curso.
Conforme dados do Portal da Transparência, Manoel Batista da Silva atua como investigador da Polícia Civil desde 2001 e recebe remuneração em torno de R$ 20 mil mensais, o que reforça a gravidade institucional do caso.
A Corregedoria-Geral da Polícia Civil informou que acompanha a situação e aguarda o recebimento formal dos autos do inquérito instaurado pela Delegacia de Sorriso para adoção das medidas administrativas e disciplinares cabíveis.
O episódio gera forte repercussão e amplia o debate sobre controle interno, conduta funcional e proteção de pessoas sob custódia do Estado, além de expor impactos diretos na credibilidade institucional e na confiança da população nos órgãos de segurança pública.