• 3 de abril de 2025
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Agronegócio impulsiona mercado de trabalho e emprega 28,2 milhões de pessoas em 2024

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O agronegócio brasileiro registrou um total de 28,2 milhões de trabalhadores em 2024, o que representa um crescimento de 1% em relação ao ano anterior, com a geração de aproximadamente 278 mil novas vagas. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O setor manteve sua relevância no mercado de trabalho, sendo responsável por 26,02% das ocupações do país.

De acordo com os pesquisadores do Cepea/CNA, o crescimento do contingente de trabalhadores foi impulsionado pelos segmentos de insumos (alta de 3,6%, o equivalente a 10,97 mil pessoas), agroindústria (5,2%, ou 231,76 mil pessoas) e, principalmente, pelos agrosserviços (3,4%, acréscimo de 337,65 mil trabalhadores).

No setor de insumos, o avanço foi puxado exclusivamente pelo crescimento da indústria de rações, que ampliou seu quadro em 14,6% (18,04 mil pessoas). Em contrapartida, a indústria de medicamentos veterinários apresentou uma leve expansão de 2,1% (395 pessoas), enquanto os demais segmentos registraram retração.

Na agroindústria, os setores que mais contrataram foram o de abate de animais (7,2%, ou 43.760 novos postos), massas e outros alimentos (10,4%, acréscimo de 40.617 trabalhadores), móveis de madeira (6,6%, ou 32.167 pessoas) e moagem e produtos amiláceos (14,6%, com 22.588 novos empregos). Juntos, esses segmentos adicionaram 139.131 profissionais ao mercado de trabalho agroindustrial. Segundo os pesquisadores do Cepea/CNA, a expansão da agroindústria também impulsionou a demanda por serviços especializados, refletindo a crescente complexidade das operações do setor.

Queda no setor primário

Por outro lado, o segmento primário do agronegócio apresentou queda de 3,7% no contingente de trabalhadores, o que representa uma redução de 302 mil pessoas. Esse recuo foi influenciado pela diminuição do número de trabalhadores na agricultura (-3,1%, ou menos 167 mil pessoas) e na pecuária (-4,7%, ou menos 135 mil trabalhadores).

Perfil e renda dos trabalhadores

Os estudos do Cepea/CNA apontam que, entre 2023 e 2024, o crescimento do agronegócio foi impulsionado pelo aumento no número de empregados com e sem carteira assinada, pela maior participação de profissionais com nível educacional mais elevado e, sobretudo, pelo crescimento da presença feminina no setor.

Em relação à remuneração, os rendimentos mensais dos empregados no agronegócio tiveram alta de 4,5% em 2024, superando o crescimento do mercado de trabalho geral, que foi de 4,0%. Os empregadores também tiveram avanço nos rendimentos, com aumento de 1,6% na comparação anual, embora esse percentual tenha ficado abaixo da média do mercado geral (2,9%). Já os trabalhadores autônomos do setor registraram um crescimento de 3,3% em sua renda anual, enquanto no mercado de trabalho geral esse percentual foi de 5,7%.

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Relatório completo

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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