Crocodilo se consolida para presidir Câmara de Primavera do Leste, enquanto articulação por Joélio Moraes enfrenta resistência entre vereadores
Eleição da Mesa Diretora deve ocorrer em 13 de novembro; grupo ligado a Léo Bortolin reúne dez vereadores, enquanto movimentações em favor de Joélio esbarram em avaliações negativas sobre sua capacidade de liderança Foto: Montagem NMT
A disputa pela presidência da Câmara Municipal de Primavera do Leste começa a ganhar intensidade nos bastidores, com a antecipação da eleição da Mesa Diretora, prevista para 13 de novembro. O vereador Sérgio Crocodilo aparece como o nome consolidado do grupo político ligado ao ex-prefeito Léo Bortolin, que reúne dez parlamentares e, segundo fontes ouvidas pelo NMT, caminha para assegurar o comando do Legislativo no próximo período.
Embora o cenário seja considerado favorável a Crocodilo, movimentações paralelas tentam construir uma alternativa à candidatura. Uma delas envolve o vereador Joélio Moraes (Republicanos), que estaria buscando espaço na disputa por meio de interlocutores próximos. Segundo fontes, o advogado Edmar, apontado como amigo pessoal de Joélio, passou a procurar vereadores para conversas sobre a sucessão da Mesa Diretora.
A articulação, entretanto, enfrenta resistência dentro da própria Câmara. Interlocutores que acompanham a movimentação avaliam que Joélio encontra dificuldades para reunir apoio, principalmente em razão de sua trajetória administrativa e do relacionamento que manteve com integrantes das equipes nos cargos que ocupou anteriormente.
Joélio já exerceu a função de diretor-geral da Câmara Municipal e também atuou como chefe de gabinete do prefeito Sérgio Machnic (PL). Segundo relatos de fontes ligadas aos bastidores políticos, sua passagem por essas funções deixou desgastes nas relações profissionais. As críticas se concentram no estilo de comando, considerado por esses interlocutores pouco conciliador, e na dificuldade de administrar divergências e preservar um ambiente de trabalho equilibrado.
As avaliações negativas não se restringiriam ao passado. Fontes afirmam que a postura política atual do vereador continua despertando reservas entre colegas, que questionam sua capacidade de construir consensos e conduzir uma Mesa Diretora formada por parlamentares de diferentes posições e interesses.
Entre os nomes apontados como resistentes à candidatura está a vereadora Gislaine Yamashita (PL). Segundo fontes, ela não estaria disposta a votar em Joélio para a presidência. Outro parlamentar citado é Marcondes Martignago (PSDB), que também teria dificuldades em apoiar o colega, diante de dúvidas sobre seu perfil de liderança e sua capacidade de administrar conflitos internos. Essas posições, entretanto, ainda não foram confirmadas publicamente pelos vereadores.
A avaliação predominante entre os interlocutores consultados é que a presidência da Câmara exige mais do que experiência administrativa ou conhecimento jurídico. O cargo demanda capacidade de negociação, equilíbrio na condução dos trabalhos e habilidade para manter o diálogo com os demais vereadores, servidores e representantes dos outros poderes. São justamente essas características que fontes críticas à candidatura de Joélio afirmam não identificar em sua atuação.
Enquanto isso, Sérgio Crocodilo segue beneficiado pela organização do grupo de dez vereadores que apoiou Léo Bortolin. A consolidação desse bloco coloca sua candidatura em posição de vantagem e reduz, neste momento, as possibilidades de uma composição alternativa.
A antecipação da eleição também encurta o prazo para negociações. Com a votação prevista para 13 de novembro, os interessados no comando da Câmara terão menos de duas semanas para reunir apoios e definir suas chapas.
Nos bastidores, a leitura é que Crocodilo chega à reta decisiva como favorito, enquanto a tentativa de viabilizar Joélio Moraes enfrenta obstáculos políticos e resistências pessoais que podem impedir o avanço de sua candidatura. A movimentação do advogado Edmar demonstra que ainda existem articulações em andamento, mas, segundo as fontes, não há até o momento sinais de que elas tenham força suficiente para alterar a correlação de votos favorável ao grupo de Léo Bortolin.





