• 22 de outubro de 2026
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FALSOS COMPROVANTES

Com histórico de golpes em MT e MS, suspeito é acusado de estelionatos em Rondonópolis

Casal afirma ter perdido quase R$ 3 mil na compra de ingressos para show; suspeito já esteve envolvido em outros casos de supostas fraudes e chegou a ser preso na cidade
Foto: Reprodução

Com uma ficha corrida na Polícia e na Justiça que lhe vincula a diversas acusações de crimes em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, Lucas Vinicius Vieira Viana está sendo acusado por um casal de Rondonópolis de lhes aplicar, nos últimos dias, o golpe da venda do falso ingresso e se apropriar de quase R$ 3 mil das vítimas. Em seu histórico recente, Lucas já teria desfalcado uma floricultura local em mais de R$ 6 mil e também foi preso na cidade.

Na denúncia formalizada, nesta semana, à Polícia Civil de Mato Grosso, o denunciante cita que Lucas se apresentou como intermediador da comercialização de ingressos para eventos artísticos que acontecem em Mato Grosso. Na prática, porém, usa da geração de comprovantes falsos para capitalizar os valores das vítimas e cometer o suposto estelionato.

Segundo o narrado no boletim de ocorrência, após enviar comprovantes falsos de uma pseudocompra antecipada de espaços nobres, ele negocia a revenda, mas logo em seguida desaparece com o dinheiro e adere a uma narrativa de problemas técnicos com a empresa promotora do evento para justificar o não envio das entradas.

No relato do denunciante, morador do bairro Granville e que é vizinho de Lucas, o suspeito enviou um comprovante falso no qual se apresentava como possuidor de uma reserva de uma mesa de seis lugares do setor “Ouro” na apresentação do show ETERNOS, de Ralf e Paraná, que ocorreu no final de semana em Cuiabá.

Na negociação, Lucas enviou dois prints do que seriam comprovantes financeiros da aquisição da mesa. Após receber o recurso da vítima, que alega ter adquirido quatro cadeiras ao custo exato de R$ 2.966,00, o acusado iniciou uma narrativa contraditória de vários dias sem enviar os ingressos e tampouco estornar o valor, mesmo com a insistência do denunciante.

DETALHES E HISTÓRICO DE CRIMES

Lucas, que é de uma família vinda de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, e que também comercializa flutuantes entre os dois estados, utilizou a conta bancária de Isabelle Teixeira Martins como parte do suposto esquema. Ele chegou a argumentar para a vítima que ele próprio também tinha interesse em ir no show sertanejo, no aparente intuito de criar ainda mais proximidade e confiança para a execução do ato.

Essa não é a primeira vez que Lucas causa prejuízo a terceiros em Rondonópolis por meio de atos suspeitos. A tradicional floricultura Tok Final também foi vítima dele em dezembro de 2023, quando ele realizou sucessivas compras de flores mediante o envio de comprovantes de pix agendados. Todavia, após receber os buquês, o suspeito cancelava os pagamentos e chegou a causar um prejuízo de R$ 6.413,00. Em maio de 2025, Lucas formalizou um acordo de não persecução penal com a empresa, o que incluiu a reparação financeira que causou.

Uma ex-companheira, por sua vez, acusa Lucas na Justiça de lhe causar um prejuízo na ordem de R$ 300 mil, segundo registros consultados pela reportagem. Ela afirma que o acusado assumiu compromissos financeiros em seu nome e de seus familiares, inclusive para abrir uma loja de iPhones. O suspeito teria se utilizado, posteriormente, de assinaturas falsificadas de cheques em negociações fraudulentas de veículos.

Em janeiro de 2023, Lucas foi preso em flagrante por descumprimento de medidas protetivas que a ex possuía contra ele. Diante da chegada da polícia, na ocasião, o suspeito fugiu em alta velocidade com um Jeep Compass, mas acabou sendo pego. Antes de causar todo esse alvoroço em Rondonópolis, Lucas já tinha se envolvido com o crime em Mato Grosso do Sul, onde responde por furto qualificado.

A nova acusação em Rondonópolis volta a colocar Lucas Vinicius Vieira Viana sob suspeita de fraude em uma negociação comercial. Caso seja comprovada a prática de estelionato, o crime, previsto no artigo 171 do Código Penal, prevê pena de um a cinco anos de reclusão, além de multa.

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