STJ mantém preso acusado de destinar R$ 200 mil para ataques contra policiais de Primavera do Leste
Reginaldo da Silva Pereira, conhecido como “Fumim”, é investigado na Operação Cerberus; defesa tentou substituir prisão preventiva por medidas cautelares Foto: Reprodução
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a prisão preventiva de Reginaldo da Silva Pereira, conhecido como “Fumim”, investigado por supostamente destinar R$ 200 mil para financiar ataques contra policiais da região de Primavera do Leste. A decisão foi publicada nesta terça-feira (20).
Reginaldo é investigado no âmbito da Operação Cerberus e apontado como integrante do Comando Vermelho. Segundo a investigação, o grupo teria realizado reuniões e tratativas para preparar ações violentas contra integrantes das forças de segurança como forma de retaliação à atuação policial contra membros da facção criminosa.
Dos R$ 200 mil que teriam sido disponibilizados para o plano, R$ 100 mil seriam destinados à estrutura necessária para os ataques e os outros R$ 100 mil ao pagamento dos responsáveis pela execução. Os atentados, no entanto, não chegaram a ser concretizados.
A defesa de Fumim recorreu ao STJ após não conseguir a liberdade no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). No pedido, sustentou, entre outros pontos, que a prisão preventiva estaria baseada em atos que não chegaram a ser executados e que medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, seriam suficientes.
O ministro Messod Azulay Neto não acolheu o pedido de liberdade neste momento. Ao analisar a liminar, o magistrado entendeu ser necessária uma avaliação mais aprofundada dos elementos do processo antes de verificar as ilegalidades apontadas pela defesa.
Com isso, Fumim continuará preso preventivamente. O ministro também solicitou informações ao juízo de primeira instância e ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso sobre o processo e a situação do investigado.
A prisão já havia sido mantida anteriormente pela Justiça de Mato Grosso. Agora, a tentativa da defesa de conseguir a soltura no STJ também não prosperou em caráter liminar.
A investigação segue sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Delitos Gerais (DHPP) de Primavera do Leste, que busca identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a coleta de provas sobre o planejamento dos ataques.






