Diego Guimarães nega acordo para assumir Casa Civil e diz estar à disposição de Pivetta
Deputado reeleito afirma que não houve convite ou acerto para integrar o Executivo ou liderar o governo na Assembleia e deixa futuro político em aberto Foto: Reprodução
Reeleito para a próxima legislatura da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) negou ter firmado qualquer acordo com o governador reeleito Otaviano Pivetta para assumir a Casa Civil a partir do próximo ano.
A possibilidade vinha sendo cogitada nos bastidores da política mato-grossense e ganhou força diante das articulações para a formação da equipe que deverá acompanhar Pivetta no segundo mandato. Caso Diego deixe temporariamente a Assembleia para assumir uma função no Executivo, a vaga seria ocupada pelo primeiro suplente da sigla, Paulo Araújo.
Diego, no entanto, afastou a existência de qualquer entendimento já fechado. Segundo o parlamentar, não existe, neste momento, definição para que ele deixe o Legislativo e passe a integrar oficialmente o governo.
“Não, não houve essa conversa! Estive com o governador Pivetta na segunda-feira para parabenizá-lo”, afirmou Guimarães.
A negativa também alcança outra possibilidade que vinha sendo comentada nos bastidores: a de Diego assumir a liderança do governo na Assembleia Legislativa a partir do próximo ano.
O deputado afirmou que não há acordo firmado para ocupar a função e que qualquer definição dependerá das conversas que ainda serão realizadas entre o governador e os deputados que integrarão a próxima legislatura.
Apesar de negar compromissos previamente estabelecidos, Diego Guimarães deixou aberta a possibilidade de participar da construção do próximo governo. O parlamentar afirmou estar à disposição de Pivetta para eventuais ajustes, tanto no Executivo quanto no Legislativo.
“Estou na condição de deputado para servir o povo e o meu Estado. Meu nome está à disposição para a gente dialogar onde o governador entender que posso ser escalado para trabalhar pelo bem de Mato Grosso”, declarou.
A manifestação mantém aberto o cenário para os próximos meses e sinaliza que as negociações políticas ainda estão em andamento. Com a eleição definida e a composição da nova Assembleia encaminhada, a tendência é que as conversas sobre secretarias, liderança do governo e formação da base aliada ganhem intensidade até o início da próxima legislatura.
Uma eventual ida de Diego Guimarães para o Executivo teria efeito direto na composição da Assembleia Legislativa. A saída do parlamentar para ocupar uma secretaria abriria espaço para o primeiro suplente, Paulo Araújo, assumir o mandato.
O cenário, portanto, permanece indefinido. As próximas conversas entre Pivetta e os deputados deverão definir não apenas eventuais nomes para o Executivo, mas também como será estruturada a base de sustentação do governador na Assembleia Legislativa a partir do próximo ano.





