• 25 de setembro de 2026
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POLÍTICA

Dona Maria reage a sindicato e diz que cobrança por eficiência não é ataque a servidor

Após nota de repúdio, vereadora defende funcionalismo, mantém críticas à eficiência da máquina pública e questiona tentativa de boicote contra o SuperCompras
Foto: Reprodução

A vereadora e empresária Maria Garzella, a Dona Maria do SuperCompras, reagiu à nota de repúdio divulgada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Primavera do Leste (SINSPP-LESTE) e deixou claro que não pretende recuar das cobranças por mais eficiência na administração pública. Em nota de esclarecimento, ela reafirmou respeito aos servidores municipais, mas sustentou que fiscalizar, apontar problemas e cobrar resultados são obrigações inerentes ao mandato de vereador.

A manifestação ocorre depois da repercussão de uma fala feita por Dona Maria na tribuna da Câmara Municipal. Segundo a vereadora, em nenhum momento houve intenção de atacar ou diminuir o funcionalismo. Ela argumenta que sua cobrança foi direcionada ao funcionamento da máquina pública e à necessidade de aperfeiçoar processos administrativos para garantir maior eficiência e qualidade nos serviços entregues à população.

Dona Maria também ressaltou que sua manifestação não citou nomes, não expôs profissionais e não apontou setores específicos. A vereadora afirma que optou por tratar o problema de maneira institucional, levando as preocupações ao conhecimento do chefe do Poder Executivo para que eventuais falhas fossem analisadas e corrigidas administrativamente.

A resposta da parlamentar estabelece uma divisão clara entre a valorização dos bons servidores e a obrigação de cobrar aquilo que não funciona. Para Dona Maria, reconhecer o trabalho de quem presta um bom serviço não pode significar aceitar atrasos, excesso de burocracia, morosidade ou deficiências que acabem prejudicando diretamente o cidadão.

O ponto mais duro da nota, porém, foi direcionado à reação contra sua atividade empresarial. Dona Maria classificou como causa de estranheza o fato de um sindicato incentivar um movimento de boicote contra uma empresa privada que atua há décadas em Primavera do Leste, gera empregos, movimenta a economia local e recolhe impostos. A reação amplia a discussão para além da Câmara e coloca em debate os limites de uma divergência política ou institucional quando ela passa a atingir uma atividade empresarial.

Ao responder publicamente, Dona Maria procura manter a posição que adotou desde o início da discussão: não transformar a cobrança administrativa em confronto com os servidores, mas também não permitir que a reação às suas declarações a impeça de exercer a fiscalização. A vereadora sustenta que continuará cobrando eficiência, transparência e resultados da administração municipal.

A nota também reforça o discurso de que servidores públicos e fiscalização não precisam ocupar lados opostos. Para Dona Maria, valorizar os profissionais comprometidos e, ao mesmo tempo, exigir que a estrutura pública funcione melhor são posições perfeitamente compatíveis. A vereadora encerra a manifestação defendendo uma administração baseada em responsabilidade, transparência e excelência no atendimento ao cidadão.

Com a resposta, Dona Maria não apenas rebate a nota de repúdio como mantém de pé o debate que provocou a reação do sindicato. A parlamentar reconhece a importância dos servidores, mas deixa uma posição política definida: o respeito ao funcionalismo não pode servir de argumento para impedir um vereador de questionar problemas, cobrar soluções e fiscalizar a qualidade do serviço público oferecido à população.

Veja a nota na íntegra:

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