Filha descobre pedofilia e exploração sexual no celular do pai de 70 anos e procura a polícia em Rondonópolis
Vítimas chegaram a dormir na casa do suspeito Foto: Divulgação
Na noite desta quinta-feira (20), a polícia recebeu uma comunicação na delegacia relatando suspeitas de pedofilia e exploração sexual envolvendo um idoso de 70 anos, que mora na região da Vila Operária. A denúncia partiu da própria filha do suspeito, que apresentou mensagens e provas obtidas no celular do homem e pediu investigação imediata.
De acordo com o boletim de ocorrência, a comunicante informou que passou a conviver na casa do pai há aproximadamente cinco meses e, nesse período, notou atitudes estranhas do mesmo com crianças e adolescentes vizinhos. Em uma das ocorrências relatadas, o suspeito teria comprado vários picolés e oferecido a uma menina de 7 anos, dizendo à criança: “Volta mais tarde para o tio te dar um cheiro”.
A filha relatou ter acessado o celular do pai e encontrado conversas de WhatsApp com teor de pedofilia e proposta de exploração sexual. Nas mensagens, o homem supostamente oferecia dinheiro a menores para que dormissem em sua casa ou para que praticassem atos sexuais mediante pagamento. A comunicante afirmou possuir prints dessas conversas, nas quais o suspeito frequentemente pede sigilo e promete pagamento em troca de envolvimento sexual.
Em um dos casos citados, duas menores estiveram na residência do suspeito, que teria manuseado uma arma de fogo e efetuado disparos para o alto, supostamente para intimidá-las ou induzi-las a manusear a arma. Em outra situação, uma das menores foi chamada à casa do homem durante a madrugada; ao chegar, teria sido orientada a deitar-se na cama e ficar embaixo da coberta. Ao questionar, a menor relata ter sido ameaçada de morte e acabou acatando a ordem. Diante dos fatos, a denunciante compareceu à delegacia e representou por medidas protetivas de urgência contra o idoso. A mãe da menor também esteve presente no momento do registro.
O boletim aponta que há várias vítimas da mesma modalidade, todas menores de idade.
Com a comunicação feita e o boletim registrado, as autoridades devem aprofundar as investigações, colher perícias das mensagens, ouvir possíveis vítimas e testemunhas e avaliar a necessidade de medidas cautelares para garantir a proteção das menores. A polícia não divulgou detalhes sobre prisões ou medidas tomadas até o fechamento desta matéria.






