Governo de MT vai convocar todos os aprovados da PM para reforçar efetivo no interior
Governador afirma que novas convocações serão feitas ainda nesta semana e diz que Estado enfrenta dificuldade para preencher vagas em cidades do interior Foto: Reprodução
Durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (30), o governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), anunciou que o Estado irá convocar todos os aprovados nos concursos vigentes da Polícia Militar para reforçar o efetivo, principalmente nas cidades-polo do interior. Segundo ele, as novas convocações devem ocorrer ainda nesta semana.
De acordo com o governador, os policiais estão sendo destinados para 15 municípios considerados polos regionais. No entanto, o governo tem encontrado resistência por parte de alguns aprovados em assumir vagas fora dos grandes centros.
“Dos aprovados nos concursos vigentes, nós estamos chamando todos os policiais. Deve ter ainda um pouco mais de uma centena. Nós estamos destinando esses policiais para 15 cidades-polo no interior do Estado de Mato Grosso e estamos percebendo que há muita rejeição em ir para o interior”, afirmou.
Segundo Pivetta, diante da dificuldade de preenchimento das vagas, será necessário convocar todos os candidatos aprovados no certame para completar o efetivo previsto.
Questionado sobre quando essa convocação será concluída, o governador respondeu que o processo terá continuidade ainda nesta semana.
Efetivo dentro da média nacional
Durante a entrevista, Pivetta também rebateu críticas sobre uma suposta deficiência no número de policiais militares em Mato Grosso. Segundo ele, o Estado possui uma média de um policial para cada 500 habitantes, índice que, de acordo com o governador, acompanha a realidade nacional.
“A média no Brasil, e não estou falando só da Polícia Militar, é de um policial para cada 500 habitantes. Nós estamos nesse número médio. Não é verdade que há uma defasagem de não sei quantos mil policiais. Não sei quem inventou isso”, declarou.
Apesar de considerar que o efetivo poderia ser maior, o governador ressaltou que a ampliação depende da capacidade financeira do Estado.
“Poderia ter mais? Eu até acho que poderia. Mas é uma questão de equilíbrio do orçamento. A sociedade precisa ser respeitada e atendida em todas as suas necessidades. Eu procuro equacionar o orçamento para servir melhor o nosso povo”, concluiu.






