Jayme Campos diz que Estado precisa “passar a limpo” caso dos consignados e critica novo empréstimo de R$ 1,5 bilhão
Senador do União Brasil afirmou que pretende disputar o Governo de Mato Grosso, defendeu apuração rigorosa sobre os consignados e questionou a necessidade de novos financiamentos diante do aumento da arrecadação estadual Foto: Reprodução
O senador Jayme Campos (União Brasil) confirmou que mantém a pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso e afirmou que já recebeu contato da deputada estadual Janaína Riva (MDB) para uma conversa sobre o cenário eleitoral de 2026. Segundo ele, o encontro deve ocorrer nos próximos dias, assim que as agendas forem conciliadas.
“Minha pré-candidatura já está colocada na rua. Estou visitando municípios, dialogando com a sociedade e construindo esse projeto”, afirmou.
Ao comentar a investigação sobre os empréstimos consignados dos servidores públicos, Jayme defendeu que todas as denúncias sejam apuradas. Sem antecipar qualquer julgamento, o senador disse que, caso sejam comprovadas irregularidades, os responsáveis devem ser punidos.
“Se o Estado estiver envolvido em alguma coisa que não seja republicana, isso precisa ser apurado. E, se houver culpados, que sejam punidos na forma da lei. O servidor público não pode ficar no prejuízo”, declarou.
Durante a entrevista, Jayme também afirmou que, se eleito governador, pretende priorizar áreas como saúde, educação e segurança pública. Segundo ele, a saúde estadual ainda enfrenta graves problemas, apesar das obras anunciadas pelo atual governo.
O senador criticou a baixa ocupação de leitos em hospitais recém-inaugurados e afirmou que continua recebendo pedidos de ajuda para pacientes que aguardam vagas em UTIs.
“Não adianta construir hospital bonito e não oferecer atendimento à população. Todos os dias recebo pedidos de ajuda de pessoas esperando regulação. Esse é o Mato Grosso que precisa mudar”, afirmou.
Jayme Campos também fez críticas aos anúncios recentes de novos hospitais regionais. Para ele, o momento das promessas gera desconfiança por ocorrer no fim do mandato.
“Depois de sete anos e meio de governo, começam a anunciar hospitais para várias cidades. Não há tempo suficiente para concluir essas obras. O povo não pode cair em promessas que não serão cumpridas”, disse.
Outro ponto questionado pelo senador foi o projeto encaminhado pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos) à Assembleia Legislativa solicitando autorização para contratar um empréstimo de R$ 1,5 bilhão destinado à construção de 60 mil moradias.
Jayme afirmou que ficou surpreso com o pedido, argumentando que o Estado divulga sucessivos superávits na arrecadação.
“Se dizem que o caixa está cheio, por que buscar mais financiamento? Mato Grosso já possui diversos empréstimos contratados e a arrecadação vem crescendo acima do previsto. Isso precisa ser melhor explicado”, declarou.
O senador também colocou em dúvida a viabilidade da meta anunciada de construir 60 mil casas até o fim da atual gestão.
“Em oito anos não foram feitas 20 mil casas. Como vão construir 60 mil em poucos meses? Isso precisa ser explicado à população”, concluiu.
Sobre a disputa eleitoral, Jayme Campos afirmou que pretende conduzir uma campanha baseada em propostas e evitou incentivar ataques a adversários.
“Quero uma campanha limpa, respeitando todos os candidatos. Mas, se houver ataques, naturalmente haverá resposta”, afirmou.






