• 23 de junho de 2026
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TORTURA

Polícia Civil prende suspeitos de torturar três trabalhadores maranhenses em Pedra Preta

Um dos suspeitos foi preso em Rondonópolis
Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia de Pedra Preta, deflagrou a Operação Ruptura para cumprir mandados de prisão preventiva contra investigados pelo crime de tortura praticado no contexto de atuação de facção criminosa. O grupo utilizava violência e ameaças para impor medo, domínio e influência sobre a população local.

As investigações tiveram início após o registro de uma ocorrência no dia 17 de junho de 2026 e a prisão em flagrante de um suspeito de 21 anos, apontado como participante das agressões contra três trabalhadores recém-chegados ao município para atuar em uma empresa privada.

De acordo com a Polícia Civil, as vítimas, de 41, 21 e 18 anos, são naturais do Maranhão e haviam saído de Jataí (GO), chegando a Pedra Preta no dia 16 de junho. Poucas horas depois, foram abordadas por integrantes de uma facção criminosa, que passaram a acusá-las de pertencer a um grupo rival em razão de sua origem.

Os trabalhadores foram levados para uma residência localizada na Vila Garça Branca, onde permaneceram sob o poder dos suspeitos por várias horas. Durante o período de cárcere, sofreram agressões físicas e ameaças.

Após serem liberadas, as vítimas procuraram atendimento médico e denunciaram o caso. A partir daí, equipes da Delegacia de Pedra Preta iniciaram diligências, com oitivas, análise de imagens e coleta de provas que embasaram o pedido de prisão preventiva dos envolvidos.

A rápida atuação da Polícia Civil resultou na expedição dos mandados judiciais já no dia 18 de junho. Na mesma data, um suspeito de 27 anos foi localizado e preso na Vila Garça Branca. Já no dia 22 de junho, um segundo investigado, de 18 anos, foi capturado em Rondonópolis durante o cumprimento de mandado de prisão.

A Operação Ruptura segue em andamento para identificar, localizar e prender outros possíveis participantes do crime.

Segundo a Polícia Civil, o nome da operação faz referência à interrupção das práticas criminosas voltadas à imposição do medo e ao controle exercido por facções sobre cidadãos que buscavam exercer atividades profissionais de forma lícita. A ação simboliza a reafirmação da presença do Estado no enfrentamento às organizações criminosas.

A instituição destacou ainda que a rápida elucidação do caso só foi possível graças à comunicação imediata dos fatos às autoridades. A Polícia Civil reforça a importância das denúncias feitas por vítimas e testemunhas para garantir uma resposta rápida das forças de segurança e a responsabilização dos envolvidos.

Após as prisões, os suspeitos foram encaminhados à autoridade policial para os procedimentos legais cabíveis e permanecem à disposição da Justiça.

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