• 21 de junho de 2026
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MT FAZ HISTÓRIA!

Deputado Nininho diz que Ferrovia Estadual reduz custos e impulsiona produção e desenvolvimento de MT

Deputado participou da inauguração do primeiro trecho de 162 km da ferrovia em Dom Aquino e ressaltou os ganhos logísticos para produtores, além da importância da segurança jurídica para atrair investimentos privados
Foto: Reprodução

O deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos) participou neste sábado (20/6) da inauguração do primeiro trecho da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo, em Dom Aquino. A primeira etapa do empreendimento entrega 162 quilômetros de trilhos entre Rondonópolis e o novo terminal ferroviário instalado às margens da BR-070, estrutura voltada ao atendimento do polo produtor de Primavera do Leste e Campo Verde. Para o parlamentar, a obra representa um marco para a infraestrutura de Mato Grosso e fortalece a competitividade do agronegócio.

A implantação do trecho foi executada pela Rumo Logística, com investimento privado de R$ 5 bilhões. O terminal tem capacidade para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano e reduz significativamente a distância percorrida pelos caminhões até a ferrovia. Em vez de cerca de 600 quilômetros até Rondonópolis, os produtores passam a percorrer aproximadamente 150 quilômetros para acessar o novo complexo ferroviário.

“Participei da inauguração do primeiro trecho da Ferrovia Estadual de Mato Grosso, um passo decisivo para a infraestrutura e o desenvolvimento do nosso Estado. O impacto prático chega diretamente ao produtor, com redução do custo do frete e menor desgaste das rodovias. É um investimento que fortalece a economia de Mato Grosso e amplia nossa capacidade de competir nos mercados nacional e internacional”, comenta Nininho.

 

FERROVIA COM DNA MATO-GROSSENSE

Durante a solenidade, que reuniu o governador Otaviano Pivetta, o ex-governador Mauro Mendes, o vice-presidente Geraldo Alkmin, autoridades estaduais, federais e representantes do setor produtivo, Nininho lembrou que a Ferrovia Estadual é resultado de uma mudança na legislação conduzida pela Assembleia Legislativa, que permitiu ao Estado autorizar e implantar ferrovias sob concessão estadual. “É uma obra que aproxima o progresso da produção e contribui diretamente para o desenvolvimento do nosso Estado”, diz.

O deputado também destaca a atuação do Parlamento estadual na construção do projeto. “Esse projeto nasceu dentro da Assembleia Legislativa, quando foi aprovada a proposta que alterou a Constituição Estadual para permitir a estadualização da ferrovia. Foi uma decisão importante para abrir caminho a investimentos dessa dimensão. Nosso trabalho continua voltado à segurança jurídica necessária para que a malha ferroviária avance em direção ao norte de Mato Grosso”, relata.

IMPACTO NA LOGÍSTICA

Além de reduzir custos para os produtores, a nova estrutura amplia a eficiência do transporte da safra mato-grossense. O terminal em Dom Aquino passa a integrar diretamente a Malha Norte, permitindo que soja, milho e outras cargas sigam por ferrovia até o Porto de Santos (SP), diminuindo a dependência do transporte exclusivamente rodoviário.

A primeira fase da obra inclui, além dos 162 quilômetros de trilhos, a construção de 11 pontes e viadutos. As obras começaram em novembro de 2022, mobilizaram cerca de 5 mil trabalhadores e envolveram mais de 65 empresas contratadas. Somente a implantação do terminal gerou mais de 800 empregos diretos e indiretos.

O empreendimento integra aquele que é considerado o maior projeto ferroviário em execução no país. Quando concluída, a Ferrovia Estadual terá aproximadamente 740 quilômetros de extensão, ligando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por 16 municípios matogrossenses e com um ramal previsto para Cuiabá.

Para Nininho, a entrega da primeira etapa confirma que investimentos em infraestrutura produzem efeitos que vão além da redução dos custos logísticos. “Essa obra cria condições para que Mato Grosso continue crescendo com mais eficiência, gerando empregos, renda e oportunidades. A ferrovia aproxima a produção dos mercados consumidores, fortalece a economia regional e prepara o Estado para atender à expansão da produção nas próximas décadas”, afirma.