Altemar perde espaço na União Progressista e vê projeto para 2026 esvaziar em Rondonópolis
Ausência do vice-prefeito na chapa de pré-candidatos a deputado federal amplia dúvidas sobre seu futuro político e expõe desgaste dentro do próprio grupo governista Foto: Reprodução
A exclusão do vice-prefeito Dr. Altemar Lopes da relação de pré-candidatos a deputado federal da União Progressista acendeu um sinal de alerta nos bastidores políticos de Rondonópolis. Se havia expectativa de que o vice-prefeito pudesse transformar sua visibilidade institucional em um projeto eleitoral competitivo para 2026, os movimentos mais recentes do cenário político indicam justamente o contrário.
Entre lideranças partidárias e articuladores políticos, a avaliação predominante é de que Altemar chegou ao ano eleitoral sem conseguir consolidar uma base própria de apoio, sem demonstrar capacidade efetiva de articulação regional e sem construir uma identidade política clara dentro do grupo ao qual pertence.
O problema, segundo interlocutores ouvidos nos bastidores, não estaria apenas na dificuldade de ampliar sua presença eleitoral, mas principalmente na imagem de instabilidade política construída ao longo dos últimos meses. Embora ocupe o cargo de vice-prefeito na gestão de Cláudio Ferreira, Altemar passou a protagonizar movimentos interpretados por integrantes do próprio grupo como sinais de distanciamento do núcleo político da administração municipal.
Ao mesmo tempo em que ocupava espaço dentro da gestão, o vice-prefeito passou a ser visto em agendas e eventos próximos de lideranças que não integram o mesmo campo político do prefeito. A aproximação com o deputado estadual Thiago Silva gerou desconforto entre aliados e levantou questionamentos sobre qual seria, afinal, o projeto político que Altemar pretendia construir.
Para dirigentes partidários, a situação acabou produzindo um efeito previsível: a perda de confiança. Na política, divergências são toleradas. O que costuma ser menos aceito é a falta de definição sobre qual caminho seguir. E foi justamente essa percepção que passou a circular entre lideranças estaduais quando o nome do vice-prefeito entrou nas discussões sobre a formação da chapa proporcional.
Enquanto outros pré-candidatos ampliavam alianças, fortaleciam bases municipais e buscavam construir musculatura eleitoral, Altemar permaneceu restrito a aparições pontuais e discursos que não conseguiram ultrapassar o círculo mais próximo de apoiadores. O resultado foi um projeto que gerou mais expectativa do que efetivamente entregou resultados políticos.
A decisão da União Progressista de apostar em outros nomes para representar a região Sudeste de Mato Grosso acabou sendo interpretada como um recado claro. Nos bastidores, a leitura é de que o partido preferiu investir em projetos considerados mais sólidos eleitoralmente e com maior capacidade de agregar apoios regionais.
A ausência de Altemar na chapa não encerra sua trajetória política, mas representa um revés significativo para quem, até pouco tempo atrás, era apontado por aliados como potencial candidato em 2026. O episódio deixa uma pergunta no ar: depois de perder espaço dentro do próprio partido e sem uma base política consolidada, qual será o próximo movimento do vice-prefeito de Rondonópolis?
Por enquanto, a resposta continua sendo procurada até mesmo por aqueles que estiveram ao seu lado nos últimos anos.






