VÍDEO: Marco Aurélio rebate acusações de ex-procurador e diz estar à disposição do Ministério Público em Primavera do Leste
Presidente da Câmara afirma que não foi notificado oficialmente sobre denúncia, contesta críticas relacionadas às diárias e questiona postura adotada pelo ex-procurador Jefferson Lopes após deixar o cargo. Foto: Reprodução NMT Conversa
O presidente da Câmara Municipal de Primavera do Leste, Marco Aurélio Salles (PRD), quebrou o silêncio sobre as acusações feitas pelo ex-procurador-geral da Casa, Jefferson Lopes, e afirmou estar tranquilo para prestar qualquer esclarecimento aos órgãos de controle. A declaração foi dada durante entrevista ao vivo concedida ao jornalista Chico Oliveira no programa NMT Conversa, exibido na noite desta terça-feira (2).
Pela primeira vez desde a divulgação dos vídeos que ganharam repercussão nas redes sociais, Marco Aurélio apresentou sua versão dos fatos e afirmou que, até o momento, não recebeu qualquer notificação oficial do Ministério Público sobre as denúncias divulgadas pelo ex-servidor.
Segundo o presidente, a exoneração de Jefferson Lopes ocorreu de forma administrativa e sem conflitos aparentes. Marco relatou que estava em Brasília quando recebeu a informação de que o então procurador havia protocolado seu pedido de desligamento.
“Eu estava em Brasília quando recebi a informação da exoneração. Foi protocolado na quinta-feira com efeito para segunda-feira. Depois veio a divulgação dos vídeos. Essa é a história real. O restante virou narrativa”, afirmou.
Um dos principais pontos levantados pelo ex-procurador envolve supostas irregularidades relacionadas ao pagamento de diárias na Câmara Municipal. Sobre o tema, Marco Aurélio disse que todas as despesas seguem previsão orçamentária e que os gastos realizados estão muito abaixo do limite autorizado.
De acordo com ele, o orçamento anual destinado às diárias é de aproximadamente R$ 3 milhões, enquanto o valor efetivamente utilizado até o momento gira em torno de R$ 900 mil.
“O presidente é o ordenador de despesas, mas quem solicita diária são vereadores e servidores. Existe orçamento aprovado para isso. Hoje ainda restam cerca de R$ 2,1 milhões disponíveis dentro da previsão. Não existe qualquer irregularidade nisso”, declarou.
Durante a entrevista, Marco também explicou que os recursos recebidos pela Câmara por meio do duodécimo possuem destinação específica para o funcionamento do Legislativo e não podem ser livremente transferidos para obras ou investimentos executados pela Prefeitura.
“Se sobra dinheiro na Câmara, ele retorna para o Executivo. A Câmara não pode construir hospital, fazer casas populares ou executar obras. Existe uma legislação que define claramente para onde esses recursos podem ir”, explicou.
Ao comentar a atuação de Jefferson Lopes após sua saída do cargo, o presidente demonstrou surpresa com a forma escolhida pelo ex-procurador para apresentar as denúncias.
Segundo Marco, caso houvesse qualquer entendimento de ilegalidade nos atos administrativos da Câmara, a obrigação funcional do procurador seria apontar formalmente os problemas internamente, permitindo correções ou providências administrativas.
“O que me surpreende é que uma pessoa que tinha a função de defender a legalidade da Câmara faz vídeos atacando atos administrativos. Se entendia que algo estava errado, deveria ter formalizado isso ao presidente por meio dos canais institucionais”, afirmou.
Apesar da repercussão política do caso, Marco Aurélio garantiu que não pretende entrar em confronto público com o ex-servidor e afirmou que seguirá concentrado na condução dos trabalhos do Legislativo.
“Minha vida não mudou. Continuo trabalhando normalmente. Estou à disposição para responder ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas ou a qualquer órgão que queira esclarecimentos. Se eu tivesse algo a esconder, talvez estivesse preocupado. Não estou. Não liguei para ninguém e não vou ligar. Estou tranquilo para responder qualquer questionamento”, declarou.
O presidente também revelou que a situação acabou gerando desconforto pessoal entre familiares e pessoas próximas, em razão da relação de amizade que existia entre as famílias. Mesmo assim, evitou fazer ataques ao ex-procurador e reforçou que aguardará eventual manifestação oficial dos órgãos competentes.
“Eu sequer sei oficialmente qual é a acusação. Tudo o que existe até agora veio pelas redes sociais. Quando houver uma notificação oficial, se houver, a Câmara fará os esclarecimentos necessários”, concluiu.
As declarações ampliam um debate que ganhou força nos bastidores da política de Primavera do Leste nas últimas semanas e que agora deverá seguir seu curso nas instâncias de fiscalização, caso as denúncias apresentadas pelo ex-procurador avancem para procedimentos formais de investigação.






