Casal é salvo pela Força Tática durante “tribunal do crime” e cinco faccionados acabam presos
Homem e mulher estavam amarrados dentro de uma residência em Sinop e teriam recebido sentença de morte durante chamada de vídeo Foto: Reprodução
Policiais militares da Força Tática do 3º Comando Regional resgataram, na noite desta quarta-feira (27), um casal mantido em cárcere privado por integrantes de uma facção criminosa, em Sinop, a 480 quilômetros de Cuiabá. Cinco suspeitos foram presos em flagrante durante a ação. Segundo a Polícia Militar, as vítimas estavam sendo submetidas ao chamado “tribunal do crime” e já teriam recebido ordem de execução durante uma chamada de vídeo realizada pelos criminosos.
Conforme o boletim de ocorrência, as equipes receberam informações da Agência Regional de Inteligência apontando um possível sequestro em andamento no município. As denúncias indicavam que um homem e uma mulher estavam sendo mantidos reféns em uma residência usada por integrantes da facção.
Ao chegarem no endereço, por volta das 23h, os policiais ouviram gritos e choros vindos do imóvel. Durante a entrada tática, os militares encontraram o homem, de 27 anos, sentado com as mãos amarradas entre as pernas. Já a mulher, também de 27 anos, estava escondida atrás de um balcão nos fundos da casa.
Os cinco suspeitos foram abordados e detidos no local. Conforme a PM, alguns deles estavam armados com um cutelo e um canivete. Um dos faccionados ainda realizava uma chamada de vídeo por celular no momento da abordagem.
As vítimas relataram aos policiais que haviam ido visitar uma amiga quando o marido dela passou a suspeitar de que o homem pertencia a uma facção rival. A partir disso, ele começou a ser agredido e ameaçado de morte.
O casal contou ainda que, pouco tempo depois, outros integrantes da organização criminosa chegaram à residência, amarraram os dois e iniciaram uma chamada de vídeo. Segundo os relatos, a pessoa que participava da ligação teria ordenado a execução das vítimas.
Os suspeitos foram encaminhados para a delegacia da Polícia Civil, onde o caso foi registrado e seguirá sob investigação. A Polícia Militar reforçou que denúncias anônimas podem ser realizadas pelos telefones 190 ou 0800 065 3939.






