Pesquisa Veritá mostra Pivetta em crescimento e Wellington estacionado na disputa pelo Governo de Mato Grosso
Levantamento aponta governador Otaviano Pivetta consolidando avanço eleitoral para 2026, enquanto adversários seguem pulverizados no cenário estadualA pesquisa do Instituto Veritá divulgada nesta semana colocou ainda mais temperatura na disputa pelo Governo de Mato Grosso em 2026 e consolidou um movimento que já vinha sendo observado nos bastidores políticos do estado: o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) aparece em crescimento contínuo e começa a reduzir a distância para o senador Wellington Fagundes (PL), que segue na liderança, mas sem ampliar vantagem sobre o principal nome da atual gestão estadual.
No cenário estimulado da pesquisa Veritá, Wellington aparece com 45,4% dos votos válidos. Logo atrás surge Pivetta com 29,1%, consolidando-se isoladamente na segunda colocação e abrindo ampla distância sobre os demais adversários.
Na sequência aparecem Natasha Slhessarenko (PSD), com 8,3%; o senador Jayme Campos (União), com 7,4%; Marcelo Maluf (Novo), com 3%; Alex Pucinelli (Democrata), com 2,2%; Maurício Tonhá (DC), com 1,8%; Rafaell Milas (Missão), com 1,6%; e Sargento Laudicério, sem partido, com 1,2%.
Apesar da liderança de Wellington Fagundes, o dado que mais chamou atenção no meio político foi justamente a consolidação do crescimento de Pivetta nas pesquisas. Integrantes da base governista avaliam que o governador passou a ocupar definitivamente o espaço de candidato da continuidade administrativa, absorvendo parte importante do capital político da atual gestão estadual.
O avanço também aparece de forma muito forte na pesquisa espontânea — considerada a mais importante por medir a lembrança natural do eleitor sem apresentação de nomes. Nesse cenário da Veritá, Wellington registra 43,3% entre os eleitores que disseram já ter candidato definido, enquanto Pivetta aparece praticamente empatado tecnicamente com 42%.
Nos bastidores, a avaliação é de que o governador começa a transformar em força eleitoral o conjunto de entregas realizadas pelo Estado nos últimos anos, principalmente nas áreas de infraestrutura, logística, equilíbrio fiscal e investimentos regionais.
Outro dado considerado extremamente positivo pela equipe política ligada ao Palácio Paiaguás é a baixa rejeição de Pivetta. Apenas 12,8% dos entrevistados disseram que não votariam nele “de jeito nenhum”. Wellington aparece com rejeição de 14,1%, enquanto Jayme Campos lidera esse quesito com 38,8%.
O governador também demonstra forte capacidade de crescimento ao aparecer muito competitivo como segunda opção de voto. Quando os entrevistados foram questionados sobre outro nome em quem poderiam votar para governador, Pivetta registrou 21,1%, ficando atrás apenas de Jayme Campos, que teve 27,4%, e à frente do próprio Wellington Fagundes, com 19,2%.
A leitura política feita dentro da Assembleia Legislativa e entre prefeitos do interior é de que Pivetta deixou de ser apenas um nome técnico da administração estadual e passou a ocupar posição de protagonista na sucessão estadual.
Outro ponto considerado decisivo é o fato de a eleição ainda estar completamente aberta. Segundo a própria pesquisa Veritá, apenas 20,1% dos eleitores afirmaram já ter escolhido definitivamente um candidato ao Governo do Estado. Isso significa que quase 80% do eleitorado ainda permanece em fase de avaliação política, cenário que favorece candidaturas com estrutura administrativa, presença regional e capacidade de crescimento.
Dentro do meio político, a percepção é de que a disputa começa a caminhar para uma polarização mais clara entre Wellington Fagundes, representando o campo bolsonarista ligado ao PL, e Otaviano Pivetta, carregando o peso político da atual gestão estadual e do projeto de continuidade administrativa iniciado nos últimos anos em Mato Grosso.
A pesquisa Veritá foi realizada entre os dias 26 e 30 de abril de 2026, ouvindo 1.220 eleitores em Mato Grosso. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.





