• 7 de maio de 2026
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MEIO AMBIENTE

Força-tarefa apreende quase uma tonelada de explosivos e destrói estrutura usada em garimpo ilegal

Operação federal já inutilizou bunkers, geradores e motores utilizados na extração clandestina de ouro em Mato Grosso
Foto: Reprodução

Uma força-tarefa formada por órgãos federais intensificou o combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso, e já apreendeu 971 quilos de emulsão explosiva, além de destruir equipamentos e estruturas utilizadas na extração clandestina de ouro.

A operação reúne equipes da Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Força Nacional, Exército Brasileiro, Ibama, Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e outros órgãos, coordenados pela Casa Civil do Governo Federal.

Segundo as autoridades, garimpeiros vinham escondendo equipamentos em bunkers subterrâneos com a intenção de retomar as atividades ilegais após as ações de desintrusão. Os esconderijos foram identificados e destruídos pelas equipes de fiscalização.

Após cerca de um mês de operações contínuas, o balanço aponta prejuízo estimado em R$ 63 milhões às organizações criminosas ligadas ao garimpo ilegal. Até o momento, 23 bunkers já foram localizados e inutilizados.

De acordo com os técnicos envolvidos na operação, alguns dos bunkers chegavam a medir aproximadamente cinco metros de comprimento por dois metros de largura e 1,80 metro de altura. No interior dos esconderijos foram encontrados alimentos, freezers, motosserras e diversos equipamentos usados na atividade garimpeira.

As equipes também identificaram que os locais não possuíam sistema de ventilação ou qualquer estrutura de comunicação, incluindo acesso à internet. Conforme os investigadores, os bunkers eram utilizados como pontos estratégicos de permanência e ocultação dentro da área invadida.

Além dos explosivos, a força-tarefa já retirou de circulação mais de 90 mil litros de diesel, apreendeu ou destruiu 190 geradores e 441 motores utilizados no garimpo clandestino.

Durante uma das incursões no chamado Garimpo do Cururu, considerado um dos principais pontos de exploração ilegal na Terra Sararé, os agentes encontraram um gerador de grande porte avaliado em aproximadamente R$ 100 mil. Segundo a avaliação técnica, o equipamento tinha capacidade para abastecer cerca de 100 barracos utilizados pelos garimpeiros.

As ações seguem sem prazo para encerramento. O objetivo do Governo Federal é garantir a segurança e a preservação da Terra Indígena Sararé, território pertencente ao povo Nambikwara.