A prévia da inflação oficial de abril, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), ficou em 0,89%, impulsionada principalmente pela alta nos preços dos combustíveis e dos alimentos. O resultado foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O índice ficou acima do registrado no mesmo mês do ano passado, quando havia marcado 0,44%, e representa a maior taxa para abril desde 2022, quando o indicador chegou a 1,23%.
No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação soma 4,37%, permanecendo dentro do intervalo da meta estabelecida pelo governo federal e monitorada pelo Banco Central.
Entre os principais fatores de pressão inflacionária no mês aparecem os reajustes da gasolina, que impactam diretamente o custo de transporte e logística, além da elevação de preços no grupo alimentação, refletindo no orçamento das famílias.
Quando combustíveis sobem, o efeito costuma se espalhar por diversos setores da economia, já que o frete influencia o valor final de mercadorias, especialmente alimentos e produtos de consumo diário.
O avanço da inflação acende alerta porque reduz o poder de compra da população, sobretudo das famílias de renda média e baixa, que sentem de forma mais intensa aumentos em itens essenciais como supermercado e transporte.
Apesar disso, o acumulado anual ainda permanece dentro da meta, o que tende a ser acompanhado de perto pelo mercado financeiro e pela política de juros nos próximos meses.
Economistas observam que, se a pressão sobre combustíveis e alimentos persistir, o cenário pode dificultar cortes mais agressivos na taxa básica de juros, impactando crédito, consumo e investimentos.
O resultado de abril reforça que, embora a inflação esteja controlada em comparação com períodos recentes mais críticos, o custo de vida segue pressionando o bolso do brasileiro.