• 28 de abril de 2026
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TRABALHO

Mato Grosso é o 2º estado com maior taxa de mortes por acidentes de trabalho no Brasil, aponta MTE

Estado registrou 134 mil acidentes e 1.257 óbitos em dez anos; agronegócio, transporte e construção elevam risco ocupacional
Foto: Reprodução / ilustrativa

Mato Grosso ocupa a segunda colocação nacional em taxa de mortes por acidentes de trabalho, com aproximadamente uma morte a cada 100 ocorrências registradas, índice que representa o dobro da média brasileira. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Segundo o levantamento, o estado aparece como um caso de “duplo alerta”, por reunir ao mesmo tempo alta incidência de acidentes laborais e elevado índice de mortalidade entre os casos registrados.

Entre os anos de 2016 e 2025, Mato Grosso contabilizou 134.549 acidentes de trabalho e 1.257 mortes decorrentes dessas ocorrências.

De acordo com o estudo, o perfil econômico mato-grossense ajuda a explicar o cenário. O estado possui forte concentração de atividades ligadas ao agronegócio, transporte de cargas e construção de infraestrutura, setores historicamente associados a maior exposição a riscos ocupacionais, uso de máquinas pesadas, deslocamentos rodoviários e trabalho em ambientes operacionais complexos.

Os números apresentados pelo ministério têm como base registros das Comunicações de Acidentes de Trabalho (CAT), do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além de dados do eSocial, sistemas oficiais que concentram informações sobre acidentes e doenças relacionadas ao ambiente de trabalho.

No mesmo período analisado, o Brasil acumulou 6,4 milhões de acidentes de trabalho e 27.486 mortes.

Ainda conforme o levantamento, os acidentes geraram mais de 106 milhões de dias de trabalho perdidos por afastamentos temporários e cerca de 249 milhões de dias debitados, indicador utilizado para medir impactos permanentes provocados por lesões graves, incapacidades e óbitos.

Os dados reforçam o desafio de ampliar políticas de prevenção, fiscalização e segurança ocupacional, especialmente em estados com forte atividade produtiva e setores de maior risco, como Mato Grosso.