Justiça manda prender ex-deputado por dívida de pensão em Barra do Garças
Mandado foi expedido no dia 17 de abril e segue sem cumprimento; débito ultrapassa R$ 140 mil e se arrasta desde 2025 Foto: Reprodução
A Justiça determinou a prisão do ex-deputado estadual Adalto de Freitas Filho, conhecido como Daltinho, por dívida de pensão alimentícia que ultrapassa R$ 140 mil. A decisão foi proferida no último dia 17 de abril de 2026 pelo juiz da 3ª Vara da Família e Sucessões de Palmas (TO), Adriano Gomes de Melo Oliveira, e, até o momento, não havia sido cumprida.
De acordo com o mandado, o ex-parlamentar deverá cumprir prisão em regime fechado caso não comprove o pagamento integral do débito, acumulado desde julho de 2025. O valor atualizado da dívida chega a R$ 140.232,53, conforme consta nos autos do processo.
Antes da expedição da ordem de prisão, no dia 13 de abril, o magistrado publicou edital citando o ex-deputado para que regularizasse os pagamentos atrasados. Como não houve quitação, a Justiça avançou para a medida mais rigorosa prevista na legislação para esse tipo de caso.
Ainda segundo o processo, há inconsistências quanto ao endereço do ex-deputado. Enquanto o edital aponta endereço incerto, o mandado de prisão indica residência no bairro Jardim São João, em Barra do Garças, município do interior de Mato Grosso.
Se a prisão for efetivada, Daltinho poderá permanecer detido por até 60 dias, conforme prevê a legislação para casos de inadimplência de pensão alimentícia. Após esse período, deverá ser colocado em liberdade, independentemente de alvará de soltura, salvo se houver outra ordem judicial que determine sua permanência preso.
O mandado tem validade de um ano e pode ser cumprido por qualquer autoridade policial em território nacional. Paralelamente, medidas patrimoniais já começaram a ser adotadas: um veículo do ex-deputado foi penhorado como forma de garantir o pagamento da dívida.
O caso reforça o rigor do Judiciário em relação ao não pagamento de pensão alimentícia, especialmente quando há descumprimento reiterado de decisões judiciais.





