Deputado Thiago Silva defende trabalhadores da Coder e apuração rigorosa sobre os responsáveis pela dívida
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Durante audiência pública desta terça-feira (17), requerida pelo vereador Vinicius Amoroso, sobre a liquidação da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis, o deputado Thiago Silva manifestou solidariedade aos trabalhadores que estão sem receber seus salários e cobrou uma apuração rigorosa e transparente para responsabilizar os responsáveis pela atual dívida da instituição.
O deputado afirmou que a gestão municipal deveria ter sensibilidade social e humana com os trabalhadores que estão sem renda, além de buscar a renegociação da dívida, como já foi feito anteriormente.
“Eu fui presidente de bairro, vereador e, agora, deputado. Sou prova viva do trabalho de cada trabalhador da Coder, que suou a camisa e contribuiu para o desenvolvimento de Rondonópolis. Me solidarizo com os servidores que estão sem salário e vale-alimentação. Por isso, defendo a abertura de uma CPI na Câmara e a criação de um comitê, com apoio da Assembleia Legislativa e do Ministério Público, para apurar o rombo na Coder. Acredito que a gestão, que antes havia prometido reestruturação da instituição e valorização do servidor, não pode penalizar os trabalhadores da Coder. Também defendo que é preciso colocar na cadeia quem dilapidou o patrimônio da instituição”, disse Thiago.
O parlamentar reforçou que é preciso uma solução para resolver essa injustiça que está sendo cometida contra mais de 600 trabalhadores.
“Hoje, infelizmente, vemos a situação de cada trabalhador, o desespero de cada um. Está faltando humanidade por parte da gestão, de se colocar no lugar das pessoas, principalmente quando se diz cristão. Há um versículo na Bíblia que diz: ‘quando o justo governa, o povo se alegra; mas, quando o ímpio governa, o povo geme’. E hoje os servidores da Coder estão gemendo, sofrendo”, afirmou Thiago.
O vice-prefeito Altemar afirmou que os trabalhadores estão hoje nessa situação difícil, por que promessas foram quebradas e que a Bíblia fala que a palavra do homem tem que ser sim, sim, não, não. “A Coder não merecia este tratamento intempestivo, desastrado e apressado”, falou.
O procurador do Ministério Público do Trabalho, Pedro Godinho, afirmou na audiência que o pagamento de salários e do vale-alimentação deve ser prioridade do empregador público. “Estamos à disposição para alinhar com o sindicato e buscar uma solução imediata que contemple os direitos básicos dos trabalhadores, pois pagar o salário tem que ser prioridade”, finalizou.






