• 17 de março de 2026
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POLÍTICA

Max Russi cobra avanço na regularização fundiária e pressiona por entrega de mais de 40 mil títulos em MT

Presidente da Assembleia afirma que prioridade não é CPI, mas garantir que política pública chegue à população que aguarda há anos pela documentação definitiva de seus imóveis
Foto: Assessoria

Em conversa com jornalistas na tarde desta terça-feira, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, em Cuiabá, o presidente da Casa, deputado estadual Max Russi (Podemos), adotou um tom direto e pragmático ao tratar de um dos gargalos históricos do estado: a regularização fundiária. Mais do que discutir a instalação de uma eventual Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), o parlamentar deixou claro que o foco precisa estar na entrega efetiva de títulos à população.

Segundo Russi, a criação de uma CPI ainda depende da coleta de assinaturas entre os deputados estaduais, mas o debate, na sua avaliação, não pode se limitar ao campo político. O que está em jogo, segundo ele, é a resolução de um problema que impacta diretamente milhares de famílias mato-grossenses.

“Depende da assinatura dos deputados, eu estou aguardando isso. Eu tenho interesse que avance. Agora, estão existindo algumas outras propostas. O importante não é nem a CPI, o importante é a gente avançar na regularização fundiária”, afirmou.

O presidente da Assembleia reforçou que a prioridade da Casa deve ser a concretização de políticas públicas capazes de transformar a realidade de quem aguarda há anos pela titularidade de seus imóveis. Para ele, a regularização vai além de uma questão burocrática: trata-se de dignidade, segurança jurídica e acesso pleno à cidadania.

“Eu quero que aconteça entrega de títulos de regularização fundiária à nossa população. Acontecendo isso, nós estaremos satisfeitos. O que nós precisamos é que a política pública chegue na ponta, que a pessoa se sinta atendida pelo seu título definitivo da sua casa”, destacou.

Os números apresentados pelo parlamentar evidenciam a dimensão do problema. De acordo com Russi, Mato Grosso acumula atualmente mais de 40 mil títulos que ainda não foram entregues, além de uma fila crescente de pessoas que aguardam a regularização de suas propriedades.

“Temos mais de 40 mil títulos que não são entregues. Existe uma fila de pessoas esperando isso e isso não acontece. Nós estamos, lamentavelmente, diante dessa situação”, pontuou.

Diante desse cenário, o deputado sinalizou que já existem movimentações internas e propostas em discussão com o objetivo de acelerar esse processo. Entre elas, iniciativas defendidas por outros parlamentares, como Botelho, que também têm pressionado por maior agilidade na entrega dos documentos.

“As propostas são nesse sentido, de avançar, de acelerar. Inclusive o Botelho falou sobre isso, de acelerar para que a gente possa fazer a entrega desses títulos”, completou.

A fala de Max Russi expõe um movimento político relevante dentro da Assembleia Legislativa: a tentativa de deslocar o debate de um ambiente de confronto — como seria uma CPI — para uma agenda mais resolutiva, com foco em resultados concretos. Ao priorizar a regularização fundiária, o presidente da Casa sinaliza alinhamento com uma pauta social sensível, que impacta diretamente milhares de famílias e pode ter forte repercussão política nos próximos ciclos eleitorais.

Ao colocar a entrega de títulos como prioridade, a Assembleia busca não apenas resolver um passivo histórico, mas também reposicionar o Legislativo como agente ativo na solução de demandas estruturais do estado — especialmente aquelas que chegam, ou deveriam chegar, diretamente à ponta.

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