Coronel Fernanda diz que PL já tem Wellington Fagundes ao governo e Medeiros ao Senado em Mato Grosso
Deputada federal esteve na Assembleia Legislativa para participação na TV Assembleia, comentou cenário eleitoral do PL e cobrou mais investimentos em segurança pública no estado. Foto: Reprodução
A deputada federal Coronel Fernanda (PL) esteve na Assembleia Legislativa de Mato Grosso nesta semana para participar de uma entrevista na TV Assembleia e, durante conversa com jornalistas no Parlamento estadual, comentou o cenário político do Partido Liberal no estado, as articulações para as eleições de 2026 e também a situação da segurança pública.
Segundo a parlamentar, a visita à Assembleia teve caráter institucional e serviu para apresentar um balanço de sua atuação política nos últimos anos.
“Foi um bate-papo tranquilo. A gente fez um resumo da nossa atuação nesses três anos de mandato”, afirmou.
Durante a entrevista, Coronel Fernanda destacou que o Partido Liberal está organizado politicamente para a próxima disputa eleitoral em Mato Grosso e reforçou os nomes que já despontam dentro da legenda para as principais candidaturas majoritárias.
De acordo com ela, o senador Wellington Fagundes é o pré-candidato do partido ao governo do estado e o deputado federal José Medeiros aparece como o nome da sigla para disputar uma das vagas ao Senado.
“O PL está muito bem estruturado no estado de Mato Grosso e no país todo. O senador Wellington é o nosso pré-candidato ao governo do Estado e o deputado José Medeiros é o nosso pré-candidato ao Senado”, afirmou.
A deputada também destacou que a estratégia política da legenda está alinhada ao projeto nacional do partido.
Segundo ela, a prioridade do PL é fortalecer a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
“O nosso objetivo maior é a eleição do nosso pré-candidato a presidente da República, o senador Flávio Bolsonaro. Todas as decisões partidárias passam por essa estratégia”, declarou.
Coronel Fernanda afirmou ainda que o partido tem buscado ampliar sua presença política no estado, com formação de chapas competitivas tanto para a Câmara Federal quanto para a Assembleia Legislativa.
“Temos pré-candidatos para todas as frentes: governo, Senado, deputados federais e deputados estaduais. O partido está se organizando para fazer novamente a diferença em Mato Grosso”, disse.
Questionada sobre as discussões internas envolvendo alianças políticas e a composição das chapas majoritárias, a parlamentar afirmou que eventuais definições dependerão das direções estadual e nacional da sigla.
“Quando se trata de eleição, nós precisamos fazer cálculo político. Voto é voto e não se pode desprezar nenhum. As decisões passam pela direção nacional e também pela estadual”, pontuou.
Outro tema abordado pela deputada foi o aumento dos casos de feminicídio em Mato Grosso. Dados divulgados recentemente indicam que, nos últimos anos, centenas de mulheres foram vítimas desse tipo de crime no estado.
Para Coronel Fernanda, o enfrentamento à violência contra a mulher exige políticas públicas integradas entre diferentes níveis de governo.
“Precisamos de ações conjuntas entre os governos federal, estadual e municipal. O feminicídio não acontece do dia para a noite. Ele dá sinais antes e muitas mulheres deixam de buscar ajuda porque não sabem onde procurar apoio”, afirmou.
A parlamentar defendeu a ampliação de estruturas especializadas para atendimento às vítimas e maior investimento em políticas de prevenção.
Segundo ela, é fundamental que as mulheres tenham confiança nas instituições que oferecem proteção.
“É preciso criar ambientes seguros onde a mulher possa buscar ajuda e ter atendimento qualificado para evitar que a violência chegue ao feminicídio”, disse.
Coronel Fernanda também chamou atenção para o déficit de efetivo nas forças de segurança pública em Mato Grosso.
De acordo com a deputada, o estado precisa ampliar os investimentos na formação e reposição de policiais.
“Mato Grosso não tem efetivo suficiente na segurança pública. Formar um profissional leva cerca de um ano e nós estamos perdendo muitos policiais por aposentadoria”, afirmou.
Ela ressaltou que a segurança pública exige planejamento de longo prazo e investimentos constantes.
“A segurança pública precisa ser tratada com seriedade. Não adianta ter equipamentos se não houver investimento em pessoas para operar e atuar na linha de frente”, concluiu.






