• 12 de março de 2026
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Não me senti bem

Dilmar Dal Bosco confirma saída da liderança do governo e admite convites de outros partidos

Deputado estadual revela que foi procurado por Podemos, PRD e Republicanos; definição sobre futuro partidário deve sair até início de abril
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O deputado estadual Dilmar Dal Bosco (UB) jogou um balde de água fria nos planos de pacificação da base governista. Em entrevista, o parlamentar confirmou que vai deixar a liderança do governo Mauro Mendes na Assembleia Legislativa e, mais do que isso, admitiu que está de malas prontas para trocar de partido — se for o caso.

“Eu estou entregando a liderança do governo. Isso eu já falei com o governador Mauro Mendes. O Mauro vence o mandato dele agora, dia 31, ele vai entregar o governo”, explicou Dilmar, justificando o movimento como natural diante do novo cenário político.

O descontentamento, no entanto, vai além da mudança de ciclo no Executivo. O deputado deixou claro que o desconforto dentro do próprio União Brasil foi o estopim para repensar os rumos da carreira. “Por questionamento interno de alguns colegas deputados, ou alguém que me questionou, eu não me senti bem”, desabafou.

Se depender da procura, Dilmar não vai ficar sem legenda. O parlamentar revelou que já recebeu convites de pelo menos três partidos: Podemos, pelo deputado Max Russi; PRD, pelo secretário Mauro Carvalho; e Republicanos, pelo vice-governador Otaviano Pivetta.

“Que seja o convite que eu tive. Então, estou analisando. Vou sentar com o governador Mauro Mendes e com o senador Jayme Campos — são as lideranças maiores do nosso partido, do União Brasil”, afirmou.

Apesar das propostas, Dilmar garante que não tomou decisão e que o futuro será definido nos próximos dias. “Tenho até o dia 3 ou 4 de abril para a definição de qual o procedimento ou qual é o engajamento que eu vou fazer para estar disputando a reeleição de deputado.”

Com a saída da liderança e o pé na porta de saída do União Brasil, o movimento de Dilmar promete reconfigurar as forças na Assembleia e acirrar a disputa por espaços na base aliada — dentro e fora do governo.

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