Governador Mauro Mendes defende apoio a candidato de direita em MT e reconhece força de Bolsonaro: “Ele pulou na frente das pesquisas”
Chefe do Executivo estadual prega cautela sobre definições e afirma que cenário eleitoral só deve começar a se desenhar após prazo de mudanças partidárias Foto:
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, sinalizou, ainda que com cautela, o caminho que pretende trilhar no tabuleiro eleitoral de 2026. Em entrevista, o chefe do Executivo estadual afirmou que defende o apoio a um candidato alinhado à direita no estado, citando a “identidade ideológica” da população mato-grossense como justificativa para a preferência política.
“Historicamente, a população do estado se encaixa nesse perfil. Defendo que a gente apoie um candidato ligado à direita”, declarou Mendes, ressaltando, no entanto, que o momento ainda é de observação.
O governador evitou cravar nomes ou antecipar alianças. Para ele, é preciso aguardar o fim do prazo para mudanças partidárias para, só então, começar a desenhar o cenário real da disputa. “É muito cedo para ficar antecipando o que vai acontecer lá no mês de julho. Vai ter muita discussão ainda. Palanques múltiplos são comuns na história política do Brasil e de Mato Grosso”, ponderou.
Questionado sobre discursos recentes do ex-presidente Jair Bolsonaro e sua influência no cenário nacional, Mauro Mendes foi direto ao reconhecer a relevância do líder conservador. “Eu reconheço que o nome Bolsonaro, pela liderança que ele construiu, é muito forte, é muito grande. Não tem como ninguém nesse país deixar de reconhecer isso”, afirmou.
O governador citou como exemplo o peso da transferência de votos do ex-presidente: “Bastou ele dizer que o filho dele era presidente, e ele pulou na frente das pesquisas. Isso mostra a capacidade de liderança e capacidade de transferir votos. Isso é fato. Não tem como questionar.”
Apesar da simpatia declarada pelo campo político da direita, Mendes mantém os pés no chão e evita atropelos. “Vamos observar um pouco mais. Tenho simpatia por esse campo. Vamos ver como estaremos nos próximos dias”, concluiu.
Com a eleição de 2026 no horizonte, a fala do governador acende o sinal de que Mato Grosso deve seguir alinhado à direita — mas sem pressa para definir quem ocupará esse posto.
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