• 11 de março de 2026
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VAZAMENTO DE DADOS SIGILOSOS

“É o fim do mundo”: Parlamentar critica crise de confiança em Brasília após denúncias contra diretor do BC e defende apuração rigorosa

"Chegamos ao fundo do poço", diz líder parlamentar sobre suspeita de venda de informações no Banco Central
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O clima em Brasília é de perplexidade e desconfiança generalizada. A avaliação é de um líder parlamentar que se manifestou, nesta semana, sobre as denúncias que envolvem um diretor do Banco Central suspeito de vender informações sigilosas. Em tom de indignação, o congressista afirmou que o país atravessa um momento crítico e que a população não sabe mais em quem confiar.

“Na verdade, temos que aguardar, naturalmente, as apurações que estão sendo feitas, não só pelos órgãos de controle, sobretudo pela própria Polícia Federal. E eu espero que seja passado a limpo”, declarou.

O parlamentar, que completa 75 anos em 2026, disse nunca ter visto situação semelhante em toda a sua trajetória pública. “Eu nunca vi falar que diretor do Banco Central tava vendendo informação. Chegamos no fundo do poço!”, desabafou.

Para ele, as denúncias, se confirmadas, representam não apenas um ataque à segurança institucional, mas um golpe na credibilidade do país. “Ninguém pode concordar e admitir que este país vive esse momento não só de insegurança, mas sobretudo, se tudo isso que estão falando é verdade, algo tem que ser feito. Caso contrário, aqui o país tá de mal a pior. Nós teremos um país sem segurança”, alertou.

Apesar da contundência das críticas, o líder parlamentar fez questão de ressaltar a necessidade de respeito ao contraditório e à ampla defesa. “Tem que penalizar dentro da forma da lei, obviamente respeitando o direito ao contraditório, da ampla defesa, àqueles que com certeza lesaram, naturalmente, a nossa pátria. Que usaram do seu cargo para tirar proveito pessoal”, afirmou.

O congressista também traçou um panorama sombrio do atual momento político e institucional do país. “É praticamente o fim do mundo, por tudo aquilo que nós temos acompanhado pela imprensa. Você não sabe em quem que você pode confiar: sendo executivo, sendo judiciário”, completou.

Questionado pela reportagem sobre a possibilidade de instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o caso a fundo, o parlamentar foi direto: “Ah, já tem… tem os órgãos de controle. Esse negócio de CPMI, ele posterga muito ainda as apurações.”

Na avaliação dele, os instrumentos já existentes no Congresso são suficientes para dar conta das investigações. “Nós temos a CPI agora… a CPI do INSS, temos a CPI do crime organizado. Então, tá de bom tamanho. Acho que a CPI do crime organizado é o suficiente para apurar tudo aquilo que está sendo denunciado e, sobretudo, aquilo que tá, naturalmente, ainda não denunciado”, ponderou.

O líder parlamentar encerrou sua manifestação com um apelo por rigor e celeridade. “Eu espero que possamos apurar, passar a limpo, e nós temos que, com certeza, penalizar de forma implacável, na forma da lei, àqueles que cometeram, com certeza, prejuízo à nação.”

As denúncias que abalaram o Planalto Central envolvem um diretor do Banco Central suspeito de integrar um esquema de venda de informações privilegiadas. A Polícia Federal já abriu inquérito para investigar o caso, que também é acompanhado pelos órgãos de controle interno. Até o momento, o Banco Central não se manifestou oficialmente sobre o teor das acusações.

 

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