Taques oficializa convite a Teti para compor chapa ao Senado como suplente em 2026
O assessor especial do Ministério da Agricultura confirma articulação e reforça alinhamento com projeto político do governo Lula em Mato Grosso Foto:
O tabuleiro político de Mato Grosso para as eleições de 2026 ganhou um novo movimento nesta segunda-feira (9). O assessor especial do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e presidente do Conselho de Administração da Embrapa, Carlos Augustin Teti, confirmou que foi convidado para integrar a chapa do ex-governador Pedro Taques (PSB) ao Senado Federal como suplente.
A informação, que circulava nos bastidores há algumas semanas , foi oficializada por Teti em publicação nas redes sociais após matéria do Jornal Valor Econômico revelar as articulações políticas em curso no estado.
Segundo Teti, as tratativas existem e fazem parte de uma estratégia política mais ampla. De acordo com ele, a composição busca fortalecer o conjunto de forças políticas que defendem a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a sustentação do projeto político do atual governo federal.
Na mesma manifestação, Teti também destacou que o grupo pretende caminhar ao lado do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), que deve disputar uma das duas vagas ao Senado em 2026. O movimento indica uma tentativa de unificar o campo político alinhado ao governo Lula no estado, mesmo com a presença de Taques, que enfrenta resistências de setores da esquerda devido ao histórico de conflitos com Fávaro — que romperam em 2018, quando o atual ministro renunciou ao cargo de vice-governador .
Com duas cadeiras em disputa no Senado Federal, o cenário político mato-grossense começa a se movimentar antecipadamente. Lideranças buscam composições que ampliem competitividade eleitoral e consolidem alianças em torno do campo político alinhado ao governo federal.
Taques, que assumiu o comando do PSB em Mato Grosso após a saída do deputado estadual Max Russi para o Podemos, já se lançou como pré-candidato ao Senado . O partido integra a base de apoio ao governo Lula, com o vice-presidente Geraldo Alckmin na legenda.
A possível participação do ex-governador na disputa e a articulação envolvendo Teti — nome de confiança do ministro Fávaro e do presidente Lula dentro da estrutura do MAPA e da Embrapa — indicam um processo de reorganização política no estado, que deve ganhar intensidade à medida que se aproxima o calendário eleitoral.
Embora as conversas tenham sido confirmadas, a formação definitiva das chapas dependerá das composições partidárias e das alianças que serão formalizadas até o período eleitoral. A resistência de setores do PT, por exemplo, já se manifestou publicamente contra a inclusão de Taques no grupo da esquerda , o que pode complicar as negociações nos próximos meses.
O deputado estadual Lúdio Cabral (PT), uma das principais lideranças petistas em Mato Grosso, já afirmou que as candidaturas de Fávaro e Taques na mesma chapa “não combinam, não têm sintonia” . Para ele, o PT defende um desenho com Fávaro à reeleição e uma segunda vaga indicada pelo partido, preferencialmente com uma candidatura feminina.
Apesar das divergências, a confirmação do convite a Teti sinaliza que as articulações seguem em curso nos bastidores, com o empresário rondonopolitano despontando como peça importante na engenharia política que busca unificar o campo governista em Mato Grosso.






