A Polícia Civil do Estado de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4), a Operação Paradoxo para desarticular um grupo criminoso formado por universitários suspeitos de atuar no tráfico de drogas na região metropolitana.
Ao todo, são cumpridas 15 ordens judiciais, sendo sete mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias de Cuiabá. As medidas são executadas nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande.
As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada em Repressão a Narcóticos (Denarc), que identificou a existência de um grupo estruturado e com divisão de tarefas bem definida, responsável pela comercialização sistemática de entorpecentes, especialmente em ambientes ligados ao meio universitário.
Segundo a apuração, os suspeitos utilizavam a condição de estudantes para dissimular as atividades ilícitas e ampliar a rede de distribuição, com atuação integrada entre integrantes situados nos dois municípios. A polícia aponta ainda que as negociações eram realizadas por meio de aplicativos de mensagens e que havia fornecimento recorrente de drogas sintéticas e outras substâncias ilícitas, sobretudo em festas acadêmicas.
A Operação Paradoxo integra o planejamento estratégico da Polícia Civil para 2026, dentro da Operação Pharus, vinculada ao programa estadual Tolerância Zero Contra Facções Criminosas.
Os investigados poderão responder por tráfico de drogas e associação para o tráfico, crimes previstos nos artigos 33 e 35 da Lei nº 11.343/06. O material apreendido será analisado e novas fases da operação não estão descartadas.
O nome da operação faz alusão ao contraste entre a formação acadêmica — tradicionalmente associada ao desenvolvimento intelectual e profissional — e o suposto envolvimento dos investigados com atividades criminosas organizadas.