• 4 de março de 2026
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AGRONEGÓCIO

Mato Grosso projeta safra histórica de soja com 51,4 milhões de toneladas

Estimativa do Imea aponta crescimento de 1,02% sobre o ciclo anterior, impulsionado por avanço na produtividade e ampliação de área
Foto: Reprodução

Mato Grosso caminha para registrar a maior colheita de soja de sua história na safra 2025/26. A produção estimada é de 51,412 milhões de toneladas, volume 1,02% superior ao total colhido no ciclo 2024/25, quando o Estado alcançou 50,893 milhões de toneladas.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (02) pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), que manteve a área plantada em 13,008 milhões de hectares nesta temporada. O avanço da produção é resultado de dois fatores principais: incremento de 1,77% na produtividade média esperada e expansão de 1,67% na área cultivada em comparação ao ciclo passado.

A nova estimativa ajustou a produtividade média para 65,87 sacas por hectare. Embora o número represente alta frente às 64,73 sacas projetadas em fevereiro, ainda permanece abaixo das 66,29 sacas por hectare registradas na safra 2024/25.

Segundo o Instituto, o desempenho produtivo está diretamente relacionado ao regime de chuvas durante o desenvolvimento das lavouras. “O crescimento da produtividade está diretamente associado ao volume de chuvas durante o desenvolvimento das lavouras, o que favoreceu o potencial produtivo em grande parte das regiões do estado”, destaca o relatório.

Entre as regiões com maior revisão positiva estão o Norte e o Nordeste mato-grossense. No Norte, a produtividade saltou de 63,74 para 67,65 sacas por hectare na variação mensal — alta de 6,13% — além de crescimento de 1,30% em relação ao ciclo anterior. Já no Nordeste, a média passou de 64,33 para 66,17 sacas por hectare, avanço de 2,86% no mês e de 3,89% na comparação anual.

A região Sudeste, apesar de ainda apresentar o menor rendimento médio estadual, também teve revisão para cima, alcançando previsão de 63,01 sacas por hectare. O número representa aumento de 2,17% frente a fevereiro, embora seja 1,19% inferior ao desempenho da safra passada.

O Imea pondera que o excesso de chuvas em determinadas áreas resultou em maior umidade e aumento da incidência de grãos avariados, o que pode impactar parcialmente a qualidade da produção. Para março, a previsão indica manutenção dos volumes de chuva, cenário que pode limitar o ritmo operacional da colheita. Ainda assim, o Instituto avalia que não são esperados impactos significativos sobre o rendimento médio estadual, considerando que a maior parte das áreas foi colhida sob condições climáticas favoráveis.

Com o novo recorde projetado, Mato Grosso reforça sua posição como principal produtor de soja do país e consolida o protagonismo do agronegócio na economia estadual.