• 26 de fevereiro de 2026
#Mato Grosso #Polícia

CRIME ORGANIZADO

Operação Tartufo mira facção por comércio ilegal de armas e envio de celulares a presídios

Denarc cumpre três prisões e cinco buscas em Cuiabá e Várzea Grande após dois anos de investigação
Foto: Polícia Judiciária Civil

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (26), a Operação Tartufo para desarticular um grupo criminoso investigado por comércio ilegal de armas de fogo e introdução clandestina de celulares em unidades prisionais do Estado.

A ação é resultado de investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos, que embasou oito medidas cautelares expedidas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (NIPO) da Comarca de Cuiabá. Foram cumpridas três prisões preventivas e cinco mandados de busca e apreensão em residências e em um galpão localizados em Cuiabá e Várzea Grande.

As diligências tiveram início em 2023 e identificaram uma estrutura criminosa com divisão de tarefas, articulando atividades ilícitas dentro e fora do sistema prisional. Conforme a investigação, o principal alvo coordenava o comércio de armamentos — incluindo pistolas e espingardas — e organizava a logística para envio de celulares à Penitenciária Central do Estado.

Outro investigado seria responsável pelo transporte e ocultação dos aparelhos eletrônicos, enquanto um terceiro, mesmo recluso, exerceria função de liderança dentro da unidade prisional, atuando como referência da facção em seu raio de influência.

A apuração também apontou o uso de drone não registrado na Agência Nacional de Aviação Civil, equipado com garra mecânica, com 67 registros de voo — alguns sobre a Penitenciária Central e a Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto — em horários próximos a apreensões de materiais ilícitos.

Segundo o delegado Marcelo Miranda Muniz, responsável pelo caso, a operação é fruto de mais de dois anos de trabalho técnico, com uso de inteligência e análise de dados. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e mapear o fluxo de armas e recursos financeiros do grupo.

Os investigados respondem por comércio ilegal de arma de fogo, introdução clandestina de aparelho telefônico em estabelecimento prisional e integração a organização criminosa. O nome Tartufo, que em italiano significa “aquilo que está escondido sob a terra”, faz referência à atuação discreta do grupo, que utilizava linguagem codificada, veículos com compartimentos ocultos e operações noturnas para tentar escapar da fiscalização.

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