• 21 de fevereiro de 2026
#Destaque #Eleições 2026 #Mato Grosso #Primavera do Leste #Redes

POLÍTICA

Catani desmonta “fantasia de direita” e carimba Léo Bortolin como político de esquerda

Deputado estadual diz que adesivo para Bolsonaro não define convicção e aponta alianças, partido e gestão como prova do verdadeiro alinhamento ideológico do ex-prefeito
Foto: Reprodução

O deputado estadual Gilberto Catani decidiu entrar de vez na polêmica sobre o posicionamento ideológico do ex-prefeito de Primavera do Leste, Léo Bortolin, e fez isso sem qualquer concessão retórica. Em vídeo publicado nas redes sociais na tarde deste sábado, o parlamentar tratou de esvaziar a tentativa do ex-gestor de se apresentar como alguém alinhado à direita e reafirmou, de forma direta, que Bortolin pertence ao campo da esquerda.

A manifestação ocorre na esteira das declarações do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, que já havia colocado o ex-prefeito no mesmo espectro ideológico, abrindo um flanco político que expôs desconfortos e reacendeu a disputa narrativa sobre quem é quem no tabuleiro estadual.

No vídeo, Catani deixa claro que a reação de Bortolin — que exibiu imagens de campanha para Jair Bolsonaro como prova de alinhamento — não convence e tampouco serve como credencial dentro do campo conservador. “Isso não quer dizer absolutamente nada se você é de fato de direita ou não. Isso não tem nenhum valor dentro da direita”, afirmou o deputado, numa frase que sintetiza o tom da crítica.

Ao comparar o episódio com outros casos nacionais, o parlamentar sugere que o movimento de se aproximar eleitoralmente do bolsonarismo por conveniência já é conhecido e não representa convicção ideológica. “Nós vimos Joyce Hasselman fazer a mesma coisa. Nós vimos Alexandre Frota fazer a mesma coisa. Nós vimos o Tony de Paula fazer a mesma coisa”, disse, numa tentativa clara de enquadrar Bortolin nesse mesmo roteiro político.

Catani sustenta que o que define um político não é fotografia de campanha, muito menos adesivo colado em vidro de carro em ano eleitoral, mas sim o conjunto da obra — alianças, partido, escolhas administrativas e o ambiente político construído durante a gestão. É nesse ponto que a crítica ganha densidade e atinge diretamente a trajetória do ex-prefeito, sugerindo que o histórico fala mais alto do que qualquer gesto pontual.

“O que importa pra nós é ver o círculo de amizade que ele frequenta, quais os partidos estavam no seu arco de aliança, quem eram os secretários e líderes”, afirmou, reforçando a ideia de que o passado administrativo revela a verdadeira identidade ideológica.

A fala também toca em temas sensíveis ao eleitorado conservador ao mencionar a necessidade de observar valores defendidos durante a gestão, especialmente no ambiente educacional e nas diretrizes políticas adotadas, ampliando a crítica para além do campo eleitoral e alcançando o legado administrativo.

Ao final, Catani reiterou apoio ao prefeito de Cuiabá e afirmou que a população não quer a volta de projetos ligados à esquerda, ampliando o recado político e deixando claro que a disputa por narrativa ideológica deve continuar no centro do debate nos próximos meses.

Com a entrada do deputado no embate, a tentativa de reposicionamento de Léo Bortolin sofre mais um revés público e evidencia que, no ambiente político atual, a memória das alianças e das escolhas administrativas pesa mais do que qualquer esforço tardio de rebranding ideológico.

 

Catani desmonta “fantasia de direita” e carimba Léo Bortolin como político de esquerda

Custo de produção do milho 26/27 sobe

Catani desmonta “fantasia de direita” e carimba Léo Bortolin como político de esquerda

PLC 01/2026 é retirado da pauta de