Operação Peso Falso mira esquema de contrabando de “canetas emagrecedoras” e anabolizantes
Mandado em Cuiabá desarticula rede de entrada ilegal de medicamentos do Paraguai e levanta alerta sobre risco sanitário e falsificação de produtos Foto: PF
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (04), a Operação Peso Falso, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão em Cuiabá, voltado ao desmantelamento de um esquema de contrabando de medicamentos emagrecedores e anabolizantes comercializados de forma irregular no país.
As investigações tiveram início em novembro de 2025, após uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no km 387 da BR-364, quando um veículo Chevrolet Cobalt, ocupado por um casal e um bebê, foi interceptado durante fiscalização de rotina. O condutor informou que retornava de Ponta Porã (MS), região de fronteira com o Paraguai.
Durante a vistoria, os policiais localizaram dezenas de caixas de medicamentos de uso controlado e anabolizantes, escondidas sob o banco traseiro e no porta-malas do veículo. Entre os produtos apreendidos estavam genéricos para emagrecimento e substâncias hormonais, como Lipoless 15, Lipoless 10, Lipoless 5, T.G 15, T.G 10, Retatrutide, Tirzec 10, Enantato e Masterbolick.
Também foram encontradas diversas canetas aplicadoras de Mounjaro (tirzepatida), muitas delas vazias, o que levantou a suspeita de que os medicamentos genéricos estariam sendo inseridos nesses dispositivos para revenda como se fossem produtos originais, prática que configura fraude e representa grave risco à saúde pública, por ausência de controle sanitário e comprovação de procedência.
Todo o material, assim como os ocupantes do veículo, foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal em Cuiabá, onde foram adotadas as providências legais. A operação busca agora identificar a rede de distribuição, os financiadores do esquema e os responsáveis pela comercialização dos produtos no mercado interno.
A Polícia Federal segue com as investigações para apurar a extensão da organização criminosa, os canais de entrada da mercadoria e os possíveis crimes conexos, como falsificação, contrabando, associação criminosa e crimes contra a saúde pública.






