Pivetta transforma comitê em Casa 22 e traça meta de dar 75% dos votos de MT a Flávio Bolsonaro
Governador afirma que estrutura usada na campanha estadual será colocada à disposição da candidatura presidencial e convoca eleitores que não votaram no primeiro turno Foto: Reprodução
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, anunciou que a estrutura utilizada durante a campanha eleitoral estadual passa a funcionar como “Casa 22”, com o objetivo de reforçar a mobilização pela candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República no segundo turno. A meta, segundo Pivetta, é elevar de aproximadamente 65% para 75% a votação do candidato no Estado.
A declaração foi dada durante a inauguração da Casa 22, que reuniu lideranças políticas de diferentes grupos em torno da candidatura presidencial.
“A estratégia primeira é fazer bom uso dos ativos que nós temos. A Casa 10 foi muito boa, foi necessária, agora virou Casa 22 porque nós, brasileiros, precisamos que o 22 ganhe a eleição. Precisamos que o Flávio Bolsonaro ganhe essa eleição”, afirmou.
Questionado sobre a presença de políticos que estiveram em lados diferentes durante a disputa estadual, Pivetta afirmou que a estrutura está aberta a todos que decidirem apoiar Flávio Bolsonaro no segundo turno.
“Estão todos convidados. Todos os brasileiros e mato-grossenses que queiram se juntar conosco são muito bem-vindos. Todos os que querem votar no Flávio Bolsonaro podem fazer dessa casa a sua casa também, que a partir de hoje é a Casa 22”, declarou.
META É CHEGAR A 75% DOS VOTOS
Pivetta também revelou a meta estabelecida para Mato Grosso. Segundo ele, após Flávio Bolsonaro alcançar cerca de 65% dos votos no primeiro turno no Estado, a mobilização trabalhará para acrescentar aproximadamente dez pontos percentuais ao resultado.
“Nós vamos fazer o que for possível, dentro da legalidade, para aumentar o percentual de votação. Ele teve 65%, se não me engano. Vamos trabalhar, vamos fazer o possível para que chegue nos 75%”, disse.
Um dos principais desafios apontados pelo governador será reduzir a abstenção no segundo turno. Pivetta afirmou que a campanha pretende mobilizar inclusive eleitores que não compareceram às urnas na primeira etapa da eleição.
“Nós vamos convidar o nosso povo mato-grossense para ir às urnas, para fazer como já fez no primeiro turno e, se possível, até os que não foram votar no primeiro turno. Nós vamos pedir ao povo mato-grossense que compareça às urnas no dia 25 de outubro”, afirmou.
SEGURANÇA PÚBLICA E FRONTEIRA
Durante a entrevista, Pivetta também colocou a segurança pública entre os temas que pretende levar para a campanha presidencial. O governador cobrou maior participação do governo federal no combate ao crime organizado e, principalmente, na faixa de fronteira de Mato Grosso com a Bolívia.
Segundo ele, o Estado enfrenta dificuldades por estar localizado no centro do país e possuir aproximadamente 900 quilômetros de fronteira internacional.
“Nós dependemos do governo central, que tem a responsabilidade de assumir a fronteira do Brasil com a Bolívia, 900 quilômetros que o Estado de Mato Grosso cuida sozinho, sem a presença do governo federal. Nós precisamos que as forças federais venham cuidar das fronteiras do Brasil aqui em Mato Grosso para nos ajudar na segurança pública”, afirmou.
Pivetta também defendeu uma política nacional mais dura contra as facções criminosas e afirmou considerar organizações criminosas como grupos terroristas.
“As organizações criminosas são, sim, organizações terroristas. O que fizeram em Rondonópolis há 10 dias foi, sim, um ato terrorista na casa do vereador. Quem tem dúvida de que foi um ato terrorista? Para mim, são terroristas e nós temos que considerar como tal”, declarou.
PIVETTA CRITICA POPULISMO AO FALAR DA ESCALA 6X1
O governador ainda foi questionado sobre a posição de Flávio Bolsonaro favorável ao fim da escala de trabalho 6×1 e sobre a orientação para que a bancada do PL acompanhe a proposta.
Pivetta evitou fazer uma crítica direta ao candidato, mas afirmou que prefere a liberdade econômica e a negociação entre trabalhadores e empregadores.
“Eu acho que a temporada do populismo tomou conta do país. Eu sempre fui favorável à liberdade econômica, sou favorável à negociação entre as partes. Eu valorizo o trabalho, eu sou um trabalhador, eu vim para cá na boleia de um caminhão, eu sei o que é trabalhar e eu quero o bem para os trabalhadores de Mato Grosso”, declarou.
Para o governador, a melhoria da renda deve ocorrer principalmente pela qualificação profissional e pelo aumento da qualidade dos empregos.
“Nós não vamos enriquecer ninguém com salário mínimo. Nós precisamos melhorar a qualidade do trabalho, precisamos qualificar nossos jovens, precisamos de melhores salários”, acrescentou.
MUDANÇAS NO GOVERNO
Ao final da entrevista, Pivetta também confirmou que pretende promover novas alterações na equipe do Governo de Mato Grosso.
Questionado sobre mudanças no secretariado, ele afirmou que, até o momento, a definição existente envolve a chefia da Casa Civil, mas antecipou que outras alterações serão anunciadas.
“Eu já anunciei um secretário, um importante secretário, que é a chefia da Casa Civil. Até agora é só isso que está decidido”, afirmou.
Perguntado se haverá outras mudanças, respondeu: “Vai. Terão várias mudanças”.
Já sobre a possibilidade de Mato Grosso reivindicar espaço em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, inclusive com nomes do Estado ocupando ministérios, Pivetta evitou antecipar qualquer articulação.
“Sinceramente, eu não consigo pensar nisso. Nesse momento, nós estamos organizando a nossa base aliada”, concluiu.
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