• 7 de outubro de 2026
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NOMAD

Operação mira grupo que mudava de esconderijo para escapar da polícia em MT

Polícia Civil cumpre 55 ordens judiciais em Mato Grosso e Goiás contra investigados por tráfico de drogas e organização criminosa; dois flagrantes foram registrados durante a operação
Foto: Reprodução

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (7), a Operação Nomad para desarticular um grupo criminoso investigado por tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa. Segundo as investigações, os suspeitos mudavam constantemente de endereço e utilizavam imóveis temporários, esconderijos e pontos de apoio para dificultar a localização pelas forças de segurança.

Ao todo, são cumpridas 55 ordens judiciais em Tangará da Serra e Cuiabá, em Mato Grosso, e Goiânia (GO). Mais de 40 policiais participam da operação e, durante o cumprimento dos mandados, dois flagrantes foram registrados.

Entre as determinações expedidas pela Justiça estão 13 mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão. Também foram autorizados 21 afastamentos de sigilo telefônico e telemático, além de oito bloqueios e indisponibilidades de contas e valores.

A investigação, conduzida pela Delegacia de Tangará da Serra, identificou que o grupo mantinha uma dinâmica de constante movimentação entre diferentes imóveis. Conforme a Polícia Civil, os investigados utilizavam moradias transitórias, esconderijos e outros pontos de apoio como estratégia para dificultar o monitoramento policial.

Diante da troca frequente de endereços, a Justiça autorizou ainda a realização de buscas em caráter itinerante. A medida permite que as equipes cumpram as diligências em imóveis e pontos de apoio vinculados aos investigados, respeitando as condições estabelecidas judicialmente.

As prisões e buscas têm como objetivo cumprir as determinações judiciais, apreender materiais que possam reforçar as provas já reunidas e aprofundar as investigações sobre a estrutura e a atuação do grupo criminoso.

O nome “Nomad” faz referência justamente à característica identificada durante a investigação. O termo remete à constante mobilidade dos suspeitos, que alternavam entre diferentes locais para dificultar a atuação policial.

As investigações continuam para aprofundar a identificação da estrutura do grupo, a participação de cada investigado e a possível existência de outros envolvidos.

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