• 16 de julho de 2026
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INVESTIGAÇÃO FEDERAL

Funcionários denunciam à PF, CGU e MPF supostos desvios de recursos e irregularidades no Coren-MT

Representação protocolada por servidores pede investigação sobre supostos desvios de dinheiro público, contratos sem licitação, possível manipulação das eleições internas e formação de quadrilha
Foto: Reprodução

Funcionários do Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (Coren-MT) protocolaram denúncias na Polícia Federal (PF), na Controladoria-Geral da União (CGU) e no Ministério Público Federal (MPF) solicitando a abertura de investigação para apurar supostas irregularidades na atual gestão da autarquia.

Segundo a representação, os denunciantes apontam possíveis desvios de recursos públicos, formação de quadrilha, irregularidades administrativas e eventual manipulação das eleições internas realizadas em 2023. O documento também cita integrantes do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) entre os alvos dos pedidos de apuração.

Entre os nomes mencionados na denúncia estão a presidente do Coren-MT, o secretário, conselheiros, procuradores, fiscais de contratos, servidores da área de tecnologia da informação e o chefe de comunicação do Cofen.

Um dos principais pontos questionados diz respeito à locação do imóvel que atualmente abriga a sede do Coren-MT, no bairro Jardim Cuiabá, em Cuiabá. Conforme a denúncia, o contrato teria sido firmado sem licitação, menos de 90 dias após a posse da atual gestão, com valor considerado superior ao da antiga sede.

Os servidores também alegam que o conselho possui um imóvel próprio, localizado no bairro Goiabeiras, que estaria desocupado. Apesar disso, a autarquia teria firmado contrato para locação do novo prédio com cláusula prevendo a compra do imóvel por R$ 6,6 milhões. Caso a aquisição não seja efetivada, o Coren-MT poderá ser obrigado a pagar multa equivalente a 10% do valor do negócio, cerca de R$ 660 mil, conforme previsão contratual.

A representação ainda solicita que os órgãos federais investiguem o processo eleitoral realizado pelo Coren-MT em 2023. De acordo com os denunciantes, diversos profissionais relataram dificuldades para votar, afirmando que tiveram acesso bloqueado ao sistema ou não conseguiram concluir a votação eletrônica. Os servidores pedem a apuração de eventual interferência no pleito e a responsabilização dos envolvidos, caso sejam constatadas irregularidades.

Até o momento, não há informação sobre a abertura formal de investigação pelos órgãos competentes. O espaço permanece aberto para manifestação do Coren-MT e do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) sobre as denúncias.

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