• 6 de maio de 2026
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POLÍCIA

Polícia Civil desarticula quadrilha suspeita de aplicar golpes com consórcios e falsas cartas de crédito em MT e RO

Operação “Vitrine Falsa” cumpre prisão preventiva, buscas e medidas cautelares contra grupo investigado por fraudes milionárias em dois estados
Foto: PJC

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (06.05), a Operação “Vitrine Falsa”, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa investigada por aplicar golpes em série contra consumidores nos estados de Mato Grosso e Rondônia, utilizando falsas ofertas de consórcios e cartas de crédito supostamente contempladas.

Durante a operação, foram cumpridas sete ordens judiciais, entre elas uma prisão preventiva, três mandados de busca e apreensão domiciliar e três medidas cautelares diversas da prisão.

O principal investigado, apontado como líder do grupo criminoso, um homem de 31 anos, foi preso preventivamente em Cuiabá. Outras duas mulheres, de 41 e 22 anos, mãe e filha, também foram alvos de buscas e medidas cautelares determinadas pela Justiça.

As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) e apontam que os suspeitos utilizavam empresas de fachada para comercializar contratos de consórcio e falsas cartas de crédito contempladas, prometendo rápida liberação de altos valores mediante pagamento antecipado de entradas, lances e taxas administrativas.

Segundo a Polícia Civil, após receberem os pagamentos das vítimas, os investigados deixavam de cumprir os contratos firmados e desapareciam, causando prejuízos financeiros considerados expressivos.

De acordo com as apurações, já existem mais de 40 boletins de ocorrência registrados contra o principal investigado, principalmente nos estados de Mato Grosso e Rondônia, o que, segundo a investigação, demonstra a atuação reiterada e interestadual do grupo criminoso.

Os investigadores identificaram ainda que os suspeitos utilizavam redes sociais, anúncios patrocinados e plataformas digitais de comércio eletrônico para atrair vítimas, criando uma falsa aparência de credibilidade e legalidade.

A Polícia Civil também apura que os envolvidos exploravam relações de confiança em ambientes religiosos e sociais para convencer consumidores a realizar pagamentos elevados acreditando que receberiam cartas contempladas ou financiamentos facilitados.

O nome da operação, “Vitrine Falsa”, faz referência ao modo de atuação da quadrilha. Segundo a Polícia Civil, o termo remete à exposição de produtos e serviços no ambiente digital, em alusão aos anúncios publicados em redes sociais e plataformas de venda utilizadas para captar vítimas, enquanto a palavra “falsa” evidencia o caráter fraudulento do esquema.

Além da prisão preventiva, a Justiça determinou medidas cautelares para impedir a continuidade das atividades ilícitas, incluindo restrições ao exercício de atividades econômicas ligadas à comercialização de consórcios e medidas patrimoniais voltadas ao ressarcimento das vítimas.

As investigações continuam para identificar novas vítimas, localizar possíveis envolvidos e dimensionar o total dos prejuízos causados pela organização criminosa.

A Polícia Civil orienta que denúncias relacionadas a crimes contra o consumidor podem ser feitas pelo telefone 197, pela Delegacia Digital ou presencialmente em qualquer unidade policial. Também é possível procurar diretamente a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), em Cuiabá.

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