• 29 de abril de 2026
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CHUVAS EM MATO GROSSO

MT tem mais de 13 mil moradores vivendo em áreas de risco de inundação e alagamento

Levantamento identifica 179 pontos críticos em 29 municípios; Rondonópolis está entre as cidades com maior número de áreas ameaçadas
Foto: Reprodução

Mato Grosso possui mais de 13 mil pessoas vivendo em regiões classificadas com risco alto ou muito alto de inundação, alagamento, deslizamento e erosão. O alerta consta em levantamento do Serviço Geológico do Brasil (SGB), que mapeou 179 pontos críticos distribuídos em 29 municípios do estado.

O estudo foi elaborado para orientar ações preventivas e reforça um cenário preocupante: milhares de famílias seguem morando em áreas vulneráveis, muitas vezes sem infraestrutura adequada e expostas a tragédias durante períodos de chuva intensa.

Segundo o relatório, os principais fatores de risco estão ligados à ocupação irregular do solo, especialmente em planícies de inundação, regiões baixas, margens de córregos e encostas urbanizadas sem planejamento técnico.

Entre os municípios com maior número de áreas críticas aparecem Várzea Grande, Barra do Garças e Rondonópolis. O monitoramento integra o planejamento nacional do órgão federal dentro do Plano Plurianual 2024-2027.

Rondonópolis entre os focos de atenção

Rondonópolis aparece entre as cidades mais pressionadas pelo problema. O município soma 16 áreas classificadas como risco alto ou muito alto, sendo sete em nível alto e nove em nível muito alto.

Nesses locais, 248 residências estão inseridas em zonas vulneráveis, onde vivem ao menos 992 moradores.

As regiões apontadas incluem bairros como Granville, Sagrada Família, Vila Aurora I, Birigui, Centro, Vila São Francisco, Liberdade, Jardim Brasília e Santa Rosa.

Alguns pontos chamaram atenção pela concentração populacional:

No bairro São Francisco, na Avenida Armando Guimarães, 144 pessoas vivem em área de risco alto de alagamento e inundação.

Também no São Francisco, na Rua Antônio Jacobe das Chaves, outras 140 pessoas estão em área de risco muito alto.

No Jardim Maria Tereza, 168 moradores vivem em trecho classificado com risco muito alto de inundação.

Várzea Grande lidera no estado

Várzea Grande lidera o ranking estadual com 32 áreas de risco mapeadas. Segundo o levantamento, cerca de 965 pessoas vivem nesses locais.

O estudo aponta ainda que aproximadamente 13% dos moradores dessas áreas são idosos, grupo considerado mais vulnerável em situações de emergência.

Em relação aos tipos de ameaça, cerca de 86% dos imóveis estão sujeitos a inundações e outros 17,14% enfrentam risco de alagamentos.

Alerta estadual e nacional

Em todo o Brasil, o Serviço Geológico do Brasil já publicou mapas de risco para mais de 1,8 mil municípios. Nacionalmente, mais de 4,6 milhões de pessoas vivem em áreas ameaçadas por eventos naturais.

O levantamento reforça a urgência de políticas públicas voltadas à habitação segura, drenagem urbana, contenção de encostas e fiscalização de ocupações irregulares.

Sem ações estruturantes, cada período chuvoso mantém milhares de famílias sob ameaça silenciosa em Mato Grosso.