A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quarta-feira (29) a Operação Sem Rastros para cumprir ordens judiciais contra integrantes de facção criminosa suspeitos de participação no assassinato de Tiago de Souza Ferreira, morto em fevereiro deste ano no município de Araputanga, a 353 quilômetros de Cuiabá.
De acordo com as investigações, a vítima foi atraída para uma emboscada às margens do Rio Jauru, onde acabou executada com um golpe de faca na região do pescoço. Após o homicídio, o corpo teria sido incendiado e lançado no rio, numa tentativa de ocultar vestígios do crime.
Segundo a Polícia Civil, Tiago vinha sendo ameaçado por membros do grupo criminoso após rumores de que teria cometido crime sexual contra uma mulher. A linha investigativa aponta que a suposta motivação teria sido usada como justificativa interna para a execução.
Ao longo das diligências, cinco suspeitos foram identificados por participação direta no assassinato. Os nomes não foram divulgados pelas autoridades.
Durante a operação, a Justiça autorizou o cumprimento de três mandados de prisão preventiva, um mandado de internação provisória, quatro ordens de busca e apreensão e quatro determinações de quebra de sigilo telefônico.
As medidas judiciais são executadas simultaneamente nos municípios de Araputanga, Indiavaí, Cáceres e Figueirópolis D’Oeste, todos localizados na região oeste de Mato Grosso.
Ainda conforme a investigação, um dos alvos já possuía passagens policiais anteriores e utilizava tornozeleira eletrônica. Após o crime, ele teria rompido o equipamento de monitoramento e fugido para Cáceres.
A operação busca aprofundar a apuração sobre a dinâmica do homicídio, individualizar a participação de cada investigado e reunir novos elementos que reforcem a responsabilização criminal dos envolvidos.
O caso evidencia a atuação violenta de facções no interior do estado e o uso de tribunais paralelos criminosos para impor punições e execuções fora da lei.
