• 27 de abril de 2026
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POLÍCIA

Menino de 12 anos é resgatado após ser obrigado a cavar a própria cova durante “tribunal do crime” em Várzea Grande

Criança foi sequestrada por suspeitos ligados a facção criminosa e apresentava lesões no rosto após agressões
Foto: No local, ainda foram encontrados materiais relacionados ao tráfico de drogas, como três balanças de precisão, dinheiro em espécie, celulares e chips telefônicos. — Foto: PM-MT

Um menino de 12 anos foi resgatado na sexta-feira (24), em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, após ser sequestrado e mantido em cárcere privado por quatro homens. Segundo a Polícia Militar, a criança foi agredida e ameaçada de morte por integrantes de uma facção criminosa, que a submeteram a um chamado “tribunal do crime”.

De acordo com as informações, a vítima relatou aos policiais que seria executada sob a suspeita de ter cometido furtos no bairro Vila Arthur. Moradores acionaram a PM após presenciarem o momento em que o grupo levou o menino à força, segurando-o pelos braços, até uma residência na Rua dos Operários.

As equipes se deslocaram até o endereço e encontraram a criança sendo mantida sob contenção pelos suspeitos. Aos policiais, o menino afirmou que foi obrigado a cavar a própria cova e que, após a execução, seu corpo seria enterrado em uma área próxima conhecida como “Fazendinha”.

Durante buscas no imóvel, os militares apreenderam facas, pá, picareta e enxada, ferramentas que, segundo a polícia, seriam utilizadas na execução e ocultação do corpo. No local, também foram encontrados materiais relacionados ao tráfico de drogas, como três balanças de precisão, dinheiro em espécie, aparelhos celulares e chips telefônicos.

A vítima apresentava lesões no rosto decorrentes das agressões sofridas. Os quatro suspeitos foram presos em flagrante e encaminhados à Central de Flagrantes. O Conselho Tutelar foi acionado e acompanha o caso.

O episódio evidencia a atuação de facções criminosas na imposição de julgamentos paralelos, prática conhecida como “tribunal do crime”, que tem sido alvo de operações das forças de segurança em Mato Grosso.