Cesta básica dispara em todo o país e aprofunda perda de renda
Levantamento mostra aumento em todas as capitais e aponta perda do poder de compra Foto: Reprodução
O custo da cesta básica registrou aumento nas 27 capitais brasileiras em março de 2026, evidenciando uma pressão inflacionária contínua sobre o orçamento das famílias.
Os dados são de levantamento elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento.
As maiores altas foram registradas nas regiões Norte e Nordeste, com destaque para cidades como Manaus, Salvador, Recife e Maceió, onde os preços subiram acima de 6% no período.
Entre as capitais, São Paulo segue com a cesta mais cara do país, atingindo R$ 883,94, seguida por Rio de Janeiro e Cuiabá. Já os menores valores foram registrados em Aracaju, Porto Velho e São Luís.
O impacto sobre os trabalhadores é significativo. Um brasileiro que recebe salário mínimo precisou comprometer, em média, 48,12% da renda líquida apenas com alimentação básica, o equivalente a quase 98 horas de trabalho por mês.
Segundo o levantamento, o salário mínimo ideal para suprir as necessidades básicas de uma família deveria ser de R$ 7.425,99, cerca de 4,6 vezes o valor atual.
Entre os principais responsáveis pela alta estão alimentos essenciais como tomate, feijão, batata e carne bovina, que apresentaram aumentos expressivos em diversas capitais. Fatores como clima adverso, redução da oferta e influência do mercado internacional contribuíram para a elevação dos preços.
Apesar da queda em itens como arroz, açúcar, leite e óleo de soja, a redução não foi suficiente para compensar o aumento dos produtos mais consumidos no dia a dia.
O cenário indica uma inflação alimentar persistente, que afeta principalmente a população de baixa renda e amplia as desigualdades sociais, ao reduzir o poder de compra e limitar o acesso a outros bens e serviços essenciais.





