• 30 de março de 2026
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ELEIÇÕES 2026

Pivetta e Wellington elevam o tom na disputa pelo Governo de MT, mas propostas seguem fora do debate

Senador lidera com folga nas pesquisas mais recentes, enquanto confronto político cresce antes mesmo da apresentação de projetos concretos
Foto: Reprodução

A pré-campanha ao Governo de Mato Grosso já começou com o pé no acelerador e com o tom elevado, revelando um embate cada vez mais evidente entre o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o senador Wellington Fagundes (PL), marcado por críticas indiretas, insinuações e uma disputa de narrativa que ganha força nos bastidores políticos do Estado. O confronto cresce antes mesmo de qualquer aprofundamento sobre o que, de fato, cada um pretende fazer caso chegue ao comando do Executivo estadual.

Nas últimas semanas, Pivetta passou a endurecer o discurso, mirando práticas políticas que classifica como antigas e desgastadas, deixando no ar críticas a modelos que, segundo ele, ainda operam dentro de uma lógica de vícios históricos. Sem citar nomes, os recados foram claros o suficiente para movimentar os bastidores e provocar reações. Do outro lado, Wellington também responde no mesmo nível, porém com uma estratégia mais calculada, reforçando sua experiência, capacidade de articulação e trajetória consolidada, enquanto constrói a imagem de alternativa ao grupo que hoje está no poder.

Os números ajudam a explicar o momento da disputa. Pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada na semana passada, em 24 de março de 2026, coloca Wellington na liderança em todos os cenários testados. No principal cenário estimulado, o senador aparece com 37% das intenções de voto, contra 22% de Pivetta e 20% de Jayme Campos. Em outro cenário, Wellington amplia a vantagem e chega a 43%, enquanto o vice-governador marca 25%. Em uma simulação de segundo turno direto, a diferença também se mantém confortável, com 47% para Wellington contra 29% de Pivetta, consolidando, neste momento, um favoritismo claro do senador.

Mesmo com esse cenário definido nas pesquisas, a disputa ainda não avançou para o campo que mais interessa ao eleitor. Não há, até agora, apresentação consistente de propostas por nenhum dos dois pré-candidatos. Temas centrais como saúde, infraestrutura, desenvolvimento regional e políticas públicas seguem fora do debate estruturado, enquanto o confronto permanece concentrado em posicionamento político, construção de imagem e troca de críticas veladas.

Nos bastidores, a leitura é de que este é o momento de ocupação de espaço e consolidação de forças. Pivetta busca se firmar como continuidade de um modelo de gestão baseado em resultados administrativos, enquanto Wellington amplia alianças e fortalece sua posição de liderança, apoiado por números e articulação política. O ritmo indica que o embate tende a se intensificar nas próximas semanas, com elevação do tom e ampliação do confronto direto.

O problema é que esse movimento tem limite e cobra um preço. À medida que o calendário eleitoral avança, a expectativa do eleitor deixa de ser apenas sobre quem lidera ou quem ataca melhor e passa a exigir respostas concretas. Ao que tudo indica, o cenário que começa a se desenhar aponta para uma tentativa clara de polarização da disputa em Mato Grosso, com o risco evidente de que, no meio do confronto, as propostas acabem ficando em segundo plano — justamente aquilo que deveria ser o centro da discussão.

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