• 29 de março de 2026
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POLÍTICA

PL adia alianças e ignora MDB enquanto mantém diálogo apenas com o Novo em Mato Grosso

Presidente estadual da sigla, Ananias Martins afirma que decisões só serão tomadas após 6 de abril e descarta, por ora, qualquer tratativa com o MDB
Foto: Reprodução

O presidente estadual do Partido Liberal em Mato Grosso, Ananias Martins (PL), deixou claro nesta semana que a legenda ainda não abriu oficialmente o jogo sobre alianças para o próximo ciclo eleitoral e que qualquer definição será empurrada para depois do dia 6 de abril, data que marca o aniversário de cidades estratégicas no calendário político local. A fala foi feita durante entrevista recente, em tom direto e sem rodeios, reforçando que o partido segue em fase de observação e articulação interna.

Segundo Ananias, o PL ainda não iniciou qualquer conversa com o MDB, partido que, nos bastidores, vinha sendo apontado como possível aliado em algumas composições regionais. O dirigente foi categórico ao negar qualquer avanço nesse sentido. “Nós não temos nenhuma decisão sobre as composições. Só vamos começar a discutir alianças após o dia 6 de abril”, afirmou.

A declaração esfria, ao menos momentaneamente, especulações sobre uma aproximação entre PL e MDB em Mato Grosso, especialmente em um cenário onde lideranças estaduais já começam a se movimentar de olho nas eleições de 2026. Ao afastar o MDB da mesa, ainda que de forma provisória, Ananias sinaliza que o partido pretende calibrar melhor sua estratégia antes de assumir compromissos políticos.

Por outro lado, o presidente do PL revelou que houve diálogo com o Partido Novo, tanto em nível nacional quanto estadual. De acordo com ele, a iniciativa partiu do próprio Novo, que buscou o PL diante da necessidade de estruturar uma chapa competitiva. “A única conversa que tivemos, tanto no cenário nacional quanto estadual, foi com o Novo. Eles nos procuraram porque precisavam montar uma chapa”, explicou.

A fala reforça um movimento mais pragmático do PL, que mantém portas abertas, mas evita antecipar alianças sem antes avaliar o cenário completo. Internamente, a estratégia é ganhar tempo, observar o comportamento das demais siglas e só então avançar para negociações mais concretas.

Em meio ao tom político, Ananias ainda fez uma observação descontraída durante a entrevista, ao comentar com a interlocutora sobre preferências futebolísticas, o que ajudou a suavizar o ambiente, mas não tirou o foco principal: o PL, neste momento, joga com cautela e quer decidir seus próximos passos com cálculo político, não por pressão de bastidores.

A expectativa agora gira em torno do pós-6 de abril, quando o partido deve, de fato, começar a desenhar suas alianças e definir com mais clareza seu posicionamento no tabuleiro eleitoral de Mato Grosso. Até lá, o silêncio estratégico parece ser a principal ferramenta da sigla.

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